quarta-feira, 3 de junho de 2026

Documentário Resgata História de Mário Juruna e os Encantos de Barra do Garças

Por Direto de PE · 21 de janeiro de 2026 

 
O Projeto é um projeto que faz composição do Circuito Cultural da Empresa Agência Pêssego e Maçã LTDA CNPJ nº: 48.065.526/0001-86, cuja desenvolvedora é gestora do projeto é CARLITA RODRIGUES MACEDO (Sócia Administrativa da Empresa), o Livro documental desta Temporada traz por Título: Mario Juruna e o Casamento com a Índia Xavante (Janaina Calunga), uma Homenagem da Tribo Xavante da Cidade do Mato Grosso UF: MT com Mini – Biografia de Barra do Garças, contada pelo Morador Histórico “Antônio Orlando da Silva “. Além do Livro será apresentado Videoclipe com imagens Fotográficas de Mirante de Cristo, Discoporto e Serra do Roncador. 

Entre paisagens emblemáticas e narrativas que atravessam gerações, um novo projeto audiovisual propõe mergulhar na memória cultural de Barra do Garças, em Mato Grosso. O documentário Pão da Nova Geração une videoclipe e livro documental para revisitar pontos turísticos como o Mirante do Cristo, a Serra do Roncador e o Discoporto, enquanto resgata uma das lendas mais contadas pela tradição oral local: o controverso e simbólico casamento de Mário Juruna com a índia Xavante Janaina Calunga. 

A obra apresenta o relato transmitido por moradores históricos, revelando como mito, identidade indígena e memória popular se entrelaçam na construção da história da cidade.
O projeto Pão da Nova Geração propõe a produção de um videoclipe e a criação de um livro documental que unem memória histórica, tradição oral e valorização dos pontos turísticos da cidade de Barra do Garças, no estado de Mato Grosso. As gravações e registros visuais contemplam cenários emblemáticos do município, como o Mirante do Cristo, a Serra do Roncador e o Discoporto, locais que carregam forte simbolismo cultural, turístico e místico para a região. A obra documental se debruça sobre uma das lendas mais conhecidas e controversas da história oral local: o suposto casamento de Mário Juruna com uma índia da etnia Xavante. 

Segundo a narrativa popular, amplamente contada por moradores antigos, Mário Juruna teria se unido à indígena Janaina Calunga. O relato afirma que Janaina Calunga ganhou notoriedade dentro da comunidade como uma grande empresária, fato que reforça sua importância social e econômica no imaginário coletivo da época. Ainda de acordo com a lenda, apesar de Janaina Calunga já ser casada, essa condição não teria impedido uma nova união estável com Mário Juruna, uma vez que, conforme a tradição atribuída à tribo Xavante, não haveria limitações para que um indivíduo casado mantivesse outros matrimônios. 

Essa característica cultural é apresentada como parte essencial para a compreensão do contexto da relação descrita na narrativa popular. A história segue relatando que, em determinado momento, Mário Juruna teria desejado sair da relação, considerada frustrada. Diante dessa decisão, Janaina Calunga, descrita na lenda como uma índia brava do Mato, teria se unido a seus aliados e armado uma arapuca contra ele. O desfecho trágico da narrativa aponta que Mário Juruna morreu de pé, acreditando até o fim que Janaina Calunga sempre foi sua ajudadora, protetora e auxiliadora, passando a enxergar todos aqueles que cruzavam seu caminho como perseguidores. 

O conteúdo integra o livro documental intitulado Mário Juruna e o Casamento com a Índia Xavante (Janaina Calunga), que também se apresenta como uma mini-biografia de Barra do Garças. A história é contada a partir do olhar e da memória de um morador histórico da cidade, Antônio Orlando da Silva, cuja narrativa contribui para a preservação da identidade cultural e da tradição oral do município. 

O projeto tem como objetivo registrar, valorizar e difundir histórias que fazem parte do imaginário popular, conectando passado e presente por meio do audiovisual e da literatura documental. A iniciativa reforça a importância de preservar relatos históricos e lendas regionais como patrimônio imaterial, utilizando a arte e a comunicação como instrumentos de memória e identidade cultural.


terça-feira, 12 de maio de 2026

Professor Sanderss lança pré-candidatura ao governo, na busca por um novo compromisso com Mato Grosso do Sul

 


Por; Bob Monteiro


Hoje não dou apenas um passo na minha trajetória pública; mas um passo ao lado de cada cidadão que acredita que o nosso estado pode e deve ser mais igualitário e justo com as politicas sociais, com mais geração de rendas e riquezas, além de bens e serviços de grandes qualidades.

Professor Sanderss pré-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul


 Olho para os municípios do estado  e vejo um potencial gigante, mas também vejo gargalos que travam o nosso crescimento. Vejo o pai de família preocupado com o emprego, a mãe que espera meses por uma consulta em postos de saúde e hospitais além do  jovem e a criança que buscam  uma educação de qualidade sendo em período normal ou integral em suas localidades, além disso buscam oportunidades para não precisarem deixarem suas terras ou seu estado.

Não podemos mais aceitar o ditado de "sempre foi assim". 

Pois estou sempre movido pela convicção de que a política é a ferramenta mais poderosa para transformar  as estruturas e também a vida das pessoas deste imenso estado .

Nosso pensamento é ouvir o clamor do povo do estado para ampliar as propostas para o plano de governo do nosso partido da causa operária - PCO, com suas demandas na busca por inovação e empreendedorismo aliado ao desenvolvimento sustentável e justiça social. Clamor este do povo que busca ter  menos burocracia para quem produz, mais incentivo para o pequeno, médio e grande negócio, que é quem gera mais  empregos lá na ponta.


segunda-feira, 11 de maio de 2026

 

Por Vinícius Cassela, g1 — Brasília


Senado Federal aprovou nesta terça-feira (5) o projeto de lei que cria a Universidade Federal Indígena (Unind), primeira instituição de ensino superior do país essencialmente voltada à realidade dos povos originários.

A ideia do projeto é que a universidade seja dedicada a atender os interesses da população indígena brasileira, que não possui ensino superior dedicado ao setor. A proposta é que ela comece a funcionar em 2027.


“A Unind vem para suprir um hiato histórico e combater o abandono escolar no nível superior, causado por preconceitos e distâncias geográficas. [...] É o compromisso de que a sustentabilidade socioambiental e a preservação das línguas maternas caminharão lado a lado com a excelência acadêmica”, afirmou o relator da proposta, senador Eduardo Braga (MDB-AM).

Como o texto foi aprovado sem alterações em relação ao que já havia passado pela Câmara dos Deputados, segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de quem partiu a proposta original..












segunda-feira, 20 de abril de 2026

Espiritualidade ancestral perde espaço e só 3% dos indígenas seguem tradição


Presença crescente de igrejas divide comunidades e impacta transmissão cultural entre gerações


Por Kamila Alcântara | 19/04/2026 


 Casa de reza da terra indígena Jaguapiré, em Tacuru, no Mato Grosso do Sul, poucos anos antes de ser incendiada em 2019 (Foto: Pablo Albarenga / Agência O Globo)

Neste domingo (19), em que se celebra o Dia dos Povos Originários, um dado chama mais atenção do que qualquer discurso oficial: em Mato Grosso do Sul, apenas 3% da população indígena declara seguir tradições religiosas ancestrais. Enquanto isso, 45% se identificam como evangélicos e 25% como católicos.

Os números fazem parte do Painel Povos Originários, lançado nesta semana pelo Observatório da Cidadania, plataforma que reúne dados inéditos sobre território, perfil populacional e condições de vida indígena no Estado.

A leitura fria dos dados pode sugerir apenas uma mudança de preferência religiosa. Mas, na prática, o que está em jogo é bem mais profundo. “Hoje a gente vive uma divisão dentro das comunidades”, resume o técnico da Subsecretaria de Políticas Públicas para Povos Originários, Heliton Cavanha, que é kaiowá.

De um lado, a religião dos não indígenas. Do outro, a espiritualidade tradicional.” Segundo ele, essa divisão não é neutra. Ela impacta diretamente a estrutura social das aldeias.

“A raiz das comunidades são os anciões, os nhanderu e as nhandery. E o futuro é a juventude. Só que a gente está esquecendo esses anciões, esquecendo de fortalecer eles”, afirma.

Essa fala expõe um ponto incômodo que pouca gente quer encarar de frente. Não é só sobre fé. É sobre transmissão de conhecimento. Sem os anciãos, não há quem ensine. Sem os jovens interessados, não há quem aprenda.


Heliton evita confronto direto com outras religiões. Faz questão de dizer que o respeito precisa existir dentro e fora das comunidades. Mas também deixa claro que há um limite. “É preciso respeitar todas as religiões. Mas não deixar de lado a nossa cultura. Isso é essencial.”

Jovem indígena do povo kaiowá, Heliton Cavanha é técnico a Subsecretaria de Estado de Políticas Públicas para Povos Originários de MS (Foto: Osmar Veiga)

O avanço de igrejas nas aldeias ocorre ao mesmo tempo em que espaços tradicionais perdem força. Casas de reza, por exemplo, passaram a ser alvo de conflitos e até destruição, segundo relatos de lideranças. “Tem situações de queima de casas de reza e até violência contra quem defende esses espaços,” afirma o técnico.

A resposta tem sido institucional. Programas estaduais e federais tentam proteger esses territórios e práticas, incluindo iniciativas voltadas à preservação das casas de reza e fortalecimento cultural.

Mas dá para proteger cultura só com política pública, sem engajamento da própria comunidade? Diferente das religiões estruturadas em templos, a espiritualidade indígena está ligada à natureza. “A gente precisa entender a relação com a natureza. O povo guarani é conhecido como povo da floresta”, explica Heliton.

Por isso, iniciativas atuais tentam conectar espiritualidade com ações práticas, como agroecologia, saúde e autocuidado. A lógica é simples: cultura não se preserva em discurso, mas no cotidiano.

Mato Grosso do Sul tem a terceira maior população indígena do país, com mais de 116 mil pessoas, a maioria jovem.  Ou seja, há base demográfica para manter tradições vivas.


Ao concluir, Heliton cita alguns desses pontos que também podem estar influenciando esse apagamento: drogas, álcool e conflitos internos fragilizam justamente quem sustenta a tradição.


Queima da Casa de Reza Guarani e Kaiowá da retomada Kunumi Verá, no município de Caarapó em 2024 (Foto: Aty Guasu)

Incêndios - Ataques a casas de reza indígenas têm se intensificado desde 2020, quando o povo Guarani Kaiowá é o mais atingido. Os incêndios criminosos destroem não apenas estruturas físicas, mas elementos centrais da espiritualidade, como o chiru, objeto sagrado transmitido por gerações e considerado um ser vivo na cultura indígena.

Para  reportagem do O Globo, lideranças relatam que a destruição desses espaços representa uma perda profunda, comparável à própria vida e à identidade cultural. As casas de reza também funcionam como locais de ensino, organização social e decisões coletivas, indo muito além de um templo religioso.

Especialistas e indígenas apontam duas principais causas para os ataques: intolerância religiosa, muitas vezes ligada ao avanço de igrejas evangélicas nas aldeias, e conflitos por terra, já que esses espaços são pontos de agrupamento e resistência nas comunidades.


 Fonte: www.campograndenews.com.br

Documentário Resgata História de Mário Juruna e os Encantos de Barra do Garças

Por Direto de PE · 21 de janeiro de 2026    O Projeto é um projeto que faz composição do Circuito Cultural da Empresa Agência Pêssego e Maçã...