quinta-feira, 8 de julho de 2010
CAMPANHA PARA AJUDAR O NOSSO AMIGO DELÉGA
quinta-feira, 17 de junho de 2010
ACAMPAMENTO INDIGENA NHANDERU LARANJEIRA - RIO BRILHANTE/MS
Uma tragédia silenciosa aos olhos da sociedade Sulmatogrossense não parece abalar o brio e a resistência desta comunidade indígena da etnia Kaiowá na busca de um espaço definitivo o qual possam chamar de seu habitat natural.
O frio e a fome parece ser algo muito pequeno frente as adversidades já enfrentadas ao longo dos tempos, adversidades estas que castigam homens, mulheres e crianças mas não tiram o maior dom desta etnia: A fé e perseverança no NHANDERÚ supremo, que protegerá sempre a terra sem males.
As frequentes chuvas tem castigado em muito esta comunidade com o alagamento de seus já precários barracos de lona envolto em palhas de bocaiuva, pois ali não é possível encontrar o tradicional capim Sapé muito usado para a construção de suas tradicionais ocas ou Hoga guassú nos Tekohás nativos. Com a chuva também vieram outras problemáticas como o aparecimento das Sanguessugas nas águas que ao longo do acampamento vão empoçando e colocando em risco a saúde já fragilizadas pela pouca alimentação precária a que tem acesso.
Em nossa visita tivemos a oportunidade de fotografar esta localidade (fotos acima) para mostrar a sociedade o quanto é grande o descaso e a discriminação do índio nesta região tão rica e ao mesmo tempo insensível frente a esta emblemática tragédia indígena.
As lideranças relembraram com muito saudosismo o governo de Zeca do PT que trouxe não somente os programas sociais e vitais como o segurança alimentar, Cheroga me, Xeretã, mas acima de tudo a dignidade e o fortalecimento da auto estima para os mais humildes e especialmente para os povos indígenas.
As lideranças acreditam que somente com volta do governo popular haverá a certeza de dias melhores principalmente com a intermediação dos conflitos nos campos de Mato Grosso do Sul pois ainda confiam nas leis que regem este Brasil e citam a constituição de 88 marco definitvo nas garantias dos direitos para os povos indígenas.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
SEMINÁRIO POLITICAS E CULTURAS INDIGENAS EM FOCO
O primeiro Seminário do Setorial Indígena do PT MS, realizado
Logo após as falas das autoridades o senhor Eduardo Barbosa da etnia Kaiowá de Dourados iniciou a palestra intitulada Políticas e Culturas indígenas em Foco onde fez a abordagem dos temas acima expostos de forma clara relatando a situação dos índios antes e depois da constituição de 1988. Explanou a problemática do estado de Mato Grosso do Sul após a constituição de 88 e também a questão de Raposa Serra do Sol em Roraima, falou ainda do processo de conquista dentro da Educação Brasileira, mas se mostrou muito preocupado com o grande processo de aculturamento e a perda da identidade cultural como a língua materna, religião, danças, falou das política publicas e afirmativas que enquanto indígenas temos que lutar para conseguir e no final de sua palestra conclamou cada liderança a fortalecer os laços culturais dentro de suas aldeias e também junto de seus municípios, incentivar à criança e o jovem a cultuarem a cultura nativa que é a essência da vida indígena.
Dentro desse contexto de debates e discussões ocorridas durante o dia todo cada liderança colocou em apreciação propostas elencadas e debatidas entre seus pares ou grupos como prioridades para o programa de governo do PT e entre estas propostas para o projeto de governo do PT/MS foram definidas as citadas abaixo que ficarão em aberto para posteriores mudanças conforme os debates nos municípios do MS, respeitando as definições deste evento.
1- EDUCAÇÃO
2 - SAÚDE
3 – CULTURA
4 – MEIO AMBIENTE
5 – ALTO SUSTENTABILIDADE
6 – ESPORTE
7 – ARTICULAÇÃO POLITICA E DESENVOLVIMENTO
8 – HABITAÇÃO
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
REESTRUTURAÇÃO DA FUNAI: AVANÇO OU RETROCESSO?
Seg, 18 de Janeiro de 2010 06:27
Apesar de todo este barulho sobre a Reestruturação paira no ar uma grande preocupação frente a esta portaria editada recentemente, onde muitas administrações regionais serão extintas, aqui em Mato Grosso do Sul onde encontramos a 2ª população indígena do Brasil estimada em 70 mil índios, temos 02 (duas) administrações regionais era para ser 03 (três) Campo Grande, Amambaí e Dourados, pois a de Amambaí foi desativada e ficando subordinada a regional do Conesul em Dourados, agora com a reestruturação será efetivada uma nova administração em Ponta Porã que ainda esta no projeto e tem como objetivo atender toda a população indígena da faixa de fronteira, o que já por si já é um avanço significativo, mas que não irá solucionar toda a problemática da região que há décadas convivem com os confrontos por terras onde muitas lideranças foram assassinadas defendendo seus territórios imemoriais.
Apesar de toda esta expectativa um grande temor parece resurgir das cinzas e no imaginário das populações indígenas de Mato Grosso do Sul e também dos movimentos indígenas trata-se do fato que ocorreu na década de 1980 quando estas coordenações ficaram subordinadas à Cuiabá no MT, o que para a nossos povos indígenas significou um retrocesso administrativo e com o emperramento das políticas indigenistas e tornando-se motivos de humilhações, pois as coordenações aqui de Mato Grosso do Sul não tinham autonomia nenhuma.
Desde o lançamento do decreto de reestruturação da FUNAI já podemos sentir em todo o Brasil uma grande reação contraria a sua eficácia, primeiro porque os povos indígenas sequer foram consultados e segundo não é extinguindo administrações que irá resolver os problemas dos povos indígenas, não é só abrir concursos e explodir os cofres da previdência e do governo federal, o lance é oferecer qualificação digna aos seus quadros de funcionários, melhores condições de trabalho, investir em tecnologia de ponta, construção de sede própria nos estados, descentralizar os trabalhos nas aldeias, levar tecnologia para agricultura nas aldeias, dar condições dignas de vida nas aldeias, fortalecer a geração de renda local, sempre respeitando os costumes e tradições de cada etnia, entre tantos problemas estruturais nos deparamos com o aumento das populações indígenas urbanas vivendo nos grandes centros e aqui temos exemplos claros em Campo Grande onde a população deve alcançar a estimativa de 10 a 11 mil indígenas e não tem nenhuma política publica da FUNAI voltada para ao menos amenizar a situação desta população que abandona suas aldeias em busca de melhorias nos grandes centros, apesar das dificuldades enquanto movimentos sociais e conselhos municipais e estaduais de defesa dos direitos do índio conseguimos sensibilizar autoridades do município e do estado no sentido de construírem aldeias urbanas para abrigar estas famílias, apesar destes avanços, muito se tem a fazer temos uma grande luta pela construção de escolas indígenas para as aldeias urbanas, sensibilizar os comerciantes a aceitar a carteira indígena nos comércios e bancos, melhorias na saúde indígena em Campo Grande, trabalho e renda etc...........
Podemos ver que com a reestruturação ou não o desafio é grande para o futuro dos povos indígenas do nosso Brasil e especialmente aos indigenas de Mato Grosso do Sul,só o tempo dirá se estas mudanças trarão avanços ou retrocessos, mas uma coisa é certa já chegou a hora de um indígena assumir a presidência da FUNAI em Brasília e assim também em todas as administrações ou coordenações espalhadas por esse pais de Deus, pois quem entende o índio é o próprio índio.
SANDER BARBOSA PEREIRA, Licenciado e Bacharel em Letras pela UNIDERP, Presidente do Conselho Municipal dos Direitos e Defesa dos Povos Indígenas de Campo Grande, Coordenador do setorial Indígena/DRPT/MS, Presidente da ONG indígena Centro Social de Cultura Nativa/MS. E-mail – sanderthunder@yahoo.com.br
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
GOVERNO FEDERAL DECIDE REESTRUTURAR FUNAI E DUPLICAR NUMERO DE SERVIDORES
28/12/2009 - 15h58
O governo federal decidiu duplicar a estrutura da Funai (Fundação Nacional do Índio) a partir de 2010, aumentando o número de servidores da instituição dos atuais 2.400 para 5.500 servidores. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda-feira decreto que reestrutura a entidade com o objetivo de reforçar a segurança das áreas indígenas brasileiras --especialmente no norte do país.
Os novos servidores vão ser contratados por meio de concurso público até 2012, com exceção para 85 cargos de "livre provimento" --que podem ser preenchidos por indicações políticas. Em 2010, a Funai pretende contratar 425 servidores, chegando ao total de 3.100 novos funcionários contratados em 2012.
Segundo o presidente da Funai, Márcio Meira, os servidores de nível superior vão ter salário inicial da ordem de R$ 4.000. Já os contratados sem concurso vão receber gratificações dos níveis DAS 4, 3 e 2 --que variam de R$ 2.500 a pouco mais de R$ 6.000.
"A Funai é uma instituição que durante muitos anos foi esquecida e sucateada. Agora há o esforço de se fortalecer essa instituição, já que 13% do território nacional é formado por terras indígenas", afirmou o presidente da entidade.
Meira disse que os novos servidores vão trabalhar diretamente em áreas indígenas, sem ocupar cargos "burocráticos" na sede da entidade, em Brasília.
"Vamos ter várias frentes de trabalho. A reestruturação cria condições para a Funai exercer a proteção dos índios em terras demarcadas, homologadas. 90% dos novos servidores vão trabalhar próximo a áreas indígenas", disse.
Entre as áreas indígenas que terão reforço da estrutura da Funai está a reserva Raposa/Serra do Sol, em Roraima. Depois da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de demarcar a reserva de forma contínua, Meira disse que a região merece cuidados especiais da entidade.
"Não só a Raposa vai ser fortalecida com a nova estrutura, mas todas as reservas de Roraima vão ganhar peso na nova estrutura", afirmou.
Na política de reestruturação da Funai, também está prevista a criação da Secretaria de Saúde Indígena no âmbito do Ministério da Saúde para tentar melhorar as políticas voltadas aos índios brasileiros.
Eleições
Além de defender a reestruturação da Funai, Meira disse ser favorável a uma maior participação dos indígenas no cenário político nacional.
O presidente da entidade disse que a Funai "vê com bons olhos" a candidatura de índios nas eleições de 2010, na expectativa de que alguns sejam eleitos para a Câmara dos Deputados. "Isso só fortalece a democracia brasileira", afirmou.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
ENCONTRO DOS POVOS GUARANI DA AMERICA DO SUL

Foi realizada na última terça-feira e quarta-feira, 08 e 09 de dezembro, a 1ª Reunião da Comissão Organizadora do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul, no Tekoha Añetete, município de Diamante D'Oeste, Paraná, com a presença do Diretor de Políticas da Diversidade e Identidade - Ricardo Lima -, e do Coordenador Geral de Promoção da Diversidade, Difusão e Intercâmbio Cultural - João Gonçalves -, da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura. Além dos técnicos da SID/MinC, fazem parte da Comissão Organizadora 15 lideranças Guarani do Brasil e do Paraguai, o antropólogo Rubem Almeida - coordenador do projeto -, representantes da Itaipu Binacional, do Ministério da Cultura do Paraguai, da Prefeitura da Diamante D'Oeste e do Instituto Empreender, responsável pela produção executiva.
Vale ressaltar o protagonismo dos indígenas na organização geral do evento, desde a definição das temáticas das plenárias à questão de segurança e alimentação. O evento discutiu a organização e a realização do Encontro, que acontecerá entre os dias 02 e 05 de fevereiro de 2010, também no Tekoha Añetete. O encontro reunirá cerca de 800 indígenas Guarani divididos entre os Chiriguano, da Bolívia; Kaiowa, Ñandéva ou Ava-Guarani, do Brasil e do Paraguai; Ache-Guayaki, do Paraguai; e, Mbya, do Brasil, Paraguai e Argentina. As lideranças indígenas brasileiras que participarão do Encontro representam comunidades dos Estados do Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Espírito Santo.
Povos Indígenas e a Diversidade Cultural
O objetivo do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul é o de fomentar uma nova perspectiva cultural que fortaleça a relação entre esses povos e reduza as distâncias existente entre essas populações e os não-índios. O evento pretende, também, contribuir para a reflexão da importância dos povos Guarani para a formação da identidade cultural sulamericana.
O projeto do Encontro conta, ainda, com a parceria da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), da Prefeitura de Foz do Iguaçu, das Secretarias de Educação e de Cultura do Paraná e da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA). Além delas, o projeto ganhou o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), da Organização dos Estados Americanos (OEA) e do Mercosul Cultural - Fórum dos Ministros de Cultura dos países do Mercosul.
A próxima reunião será realizada nos dias 13 e 14 de janeiro de 2010 no mesmo local.
Ações do MinC de apoio à Cultura Indígena
O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, desenvolve, desde 2005, um trabalho de fortalecimento e reconhecimento das culturas indígenas. A SID/Minc criou um Grupo de Trabalho formado por diversas entidades do movimento indígena e indigenista brasileiro que têm contribuído para a identificação e implantação de políticas públicas inovadoras para esse segmento, depositário de importantes aspectos de nossa identidade cultural.
Em 2006, foi instituído o Prêmio Culturas Indígenas. A primeira edição ocorreu neste mesmo ano e a segunda em 2007/2008. Ambas as edições resultaram na publicação de catálogos com informações sobre todas as iniciativas inscritas. Recentemente foi assinado acordo com a PETROBRAS para a realização da terceira edição deste Prêmio, referência para as ações envolvendo o tema.
Ainda em 2007, o Ministério da Cultura criou o Programa de Fomento e Valorização das Expressões Culturais e de Identidade dos Povos Indígenas, com o objetivo de identificar, valorizar e dar visibilidade às expressões culturais e de identidades protagonizadas por estes Povos.
A SID/MinC apoiou também a realização de diversos eventos, como a exposição Jogos e Brincadeiras do Povo Kalapalo, composta por 84 fotografias que revelam diversos aspectos culturais dessa etnia do Alto Xingu (MT) e o Festival Vídeo Índio Brasil, edições 2008 e 2009, idealizado pela Associação Amigos do Cine Cultura de Campo Grande/MS.
Todo esse trabalho resultou na conquista de um assento para os povos indígenas no Conselho Nacional de Política Cultural e na transformação do Grupo de Trabalho Indígena em Colegiado Setorial.
(Heli Espíndola - Comunicação/SID)
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
DIRETÓRIO NACIONAL DO PT : RESOLUÇÃO SOBRE DEMARCAÇÃO DE TERRAS INDIGENAS
SETORIAL INDIGENA PT/MS
08/12/2009
DIRETÓRIO NACIONAL: Resolução sobre demarcação de terras indígenas
O Diretório Nacional do PT, reunido em Brasília no dia 8 de dezembro de 2009, alertado sobre a escalada da violência contra os povos indígenas guarani e kaiowá em decorrência da proximidade da demarcação de suas terras, aprova a seguinte resolução:
1. O PT apóia a demarcação das terras indígenas guarani e kaiowá no Mato Grosso do Sul, conforme suas manifestações anteriores tanto no plano nacional quanto estadual;
2. Trata-se de uma legítima reivindicação do movimento indígena brasileiro, em processo de atendimento por parte do governo federal, e significará o resgate de histórica dívida da sociedade brasileira com nossos povos originários.
3. O PT protesta contra a desinformação promovida por setores conservadores da sociedade e da política sul-matogrossenses, que procuram jogar a população não-índia contra os legítimos anseios da comunidade indígena do Estado. A garantia do trabalho dos grupos da Funai responsáveis pela identificação das áreas a serem demarcadas deve ser assegurada, contra as tentativas de intimidação e boicote ao seu trabalho de campo. Somente a conclusão de seus trabalhos poderá estabelecer um parâmetro racional sobre o volume de terras necessários á demarcação, para além da fantasia e da mistificação movidas por setores contrariados com essa medida. Os fazendeiros contrários às demarcações, estão se armando em alta escala, além de contratarem seguranças particulares fortemente armados, fato denunciado pela bancada do PT na AL/MS e por parte da imprensa local. O governo de Mato Grosso do Sul não pode ficar inerte diante desse clima de guerra.
4. Manifestamos nossa solidariedade aos povos indígenas ameaçados, a suas lideranças e parlamentares perseguidos, às famílias enlutadas das lideranças assassinadas, Rolindo Vera e Genivaldo Vera. Clamamos por justiça, pela identificação dos assassinos e eventuais mandantes, pela proteção federal às lideranças ameaçadas.
5. O PT articulará, no plano nacional e estadual, as principais lideranças partidárias envolvidas neste processo, para fortalecer as iniciativas que contribuam para o atendimento das justas reivindicações dos povos indígenas, a paz social e o desenvolvimento econômico e social do Mato Grosso do Sul.
PAZ, DIÁLOGO E CONCILIAÇÃO NO CAMPO
21/06/2026 Por; Professor Sanderss O Partido da causa operária – PCO entende que : o caminho para a paz sustentável entre indígenas e pro...
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11 de Outubro - 2022 23:23 Por; Cultura Nativa - MS
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