segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Índios isolados atacam comunidade na Amazônia peruana em busca de comida


22/12/2014                   11:56

  

Yahoo

Duzentos índios da etnia Mashco Piro, que vivem isolados da civilização, invadiram com violência uma comunidade nativa na fronteira entre o Peru e o Brasil em busca de comida, informou neste domingo o ministério peruano da Cultura, destacando que não houve feridos na ação. 


 "No sábado, 20 de dezembro, um grupo de aproximadamente 200 indígenas não contactados Mashco Piro chegaram à comunidade Monte Salvado, exigindo comida das pessoas, após terem causado sérios danos à infraestrutura do povoado", acrescentaram as autoridades peruanas em um comunicado. 

O ataque não deixou feridos, segundo o ministério da Cultura, que avalia uma possível evacuação dos moradores afetados, em coordenação com os ministérios do Interior e da Defesa. A população nativa de Monte Salvado, composta por 39 pessoas, segundo o ministério da Cultura, refugiou-se em um local da comunidade por medo de ataques. 

"Os Mashco Piro deixaram a região, mas seu retorno nos próximos dias é iminente", alertou o ministério peruano. O incidente aconteceu no distrito amazônico de Las Piedras, na reserva natural da província de Tambopata, na região peruana de Madre de Dios (sudeste). As autoridades revelaram que se trata da segunda incursão dos Mashco Piro a Monte Salvado nesta semana. 

Na primeira, os indígenas danificaram algumas casas, sacrificaram animais domésticos e de criação e levaram utensílios, como cordas, machados e panelas. Durante o ataque, os indígenas destruíram roupas, mantas e mosquiteiros usados pelos moradores, elementos associados à cultura ocidental. 

A etnia Mashco Piro faz parte dos passeios turísticos na Amazônia Peruana, que incluem visitas a comunidades isoladas. Em agosto passado, a Federação Nativa do Rio Madre de Dios pediu ao governo que os proteja dos passeios turísticos porque existe o risco de contraírem doenças ao entrar em contato com os turistas.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Azambuja cria subsecretaria e liga questão indígena à Assistência Social


12/12/2014            11:25 

Wendell Reis 

O governador eleito, Reinaldo Azambuja (PSDB), cumpriu a promessa de campanha e criou uma coordenadoria específica para cuidar da questão indígena. Projeto enviado pelo novo governador para a Assembleia cria a subsecretaria da População Indígena.

 

Além da novidade, de criar uma subsecretaria para a População Indígena, Azambuja ainda vinculou a pasta a Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Inclusão e Assistência Social. A secretaria também ficará responsável pelas subsecretarias de Políticas Públicas para Mulheres, Juventude e Promoção da Igualdade Racial e da Cidadania. 

No dia que foi eleito o governador falou sobre a possibilidade de criar uma superintendência para a questão indígena. Ele explicou que a criação atenderia a um pedido da comunidade indígena, que queria um canal direto de comunicação. 

“Vamos colocar produtores e indígenas juntos e o estado como árbitro”, declarou, justificando que o órgão serviria para incluir aldeias na rota do turismo de Mato Grosso do Sul.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Hoje comemoramos o dia internacional dos povos indígenas

10/12/2014                  17:40

Por;   Sander Barbosa Pereira


ÍNDIOS KAIOWÁS EM ATY GUASSU
O Dia Internacional dos Povos Indígenas, comemorado no dia 9 de agosto, é uma data invocativa dos vários povos indígenas

Foi instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas através da resolução 49/214 de 23 de dezembro de 1994 para ser comemorado todos os anos durante a primeira década internacional dos povos indígenas (1995 – 2004). 

Em 2004, foi proclamada a segunda década internacional dos povos indígenas (2005 – 2015)


A criação da data comemorativa pela Organização das Nações Unidas (ONU) pretende garantir condições de existência minimamente dignas aos povos indígenas de todo o planeta, principalmente no que se refere aos seus direitos à autodeterminação de suas condições de vida e cultura, bem como a garantia aos direitos humanos.

A data foi criada por decreto da ONU em 09 de agosto de 1995, como resultado da atuação de representantes de povos indígenas de diversos locais do globo terrestre. Essa atuação visava criar condições para a interrupção dos ataques sofridos pelos povos indígenas em seus territórios, após mais de quinhentos anos da expansão das formas de sociabilidade impostas aos indígenas pelos povos de origem europeia, principalmente.

Após a publicação do decreto, foram constituídos grupos de trabalho para a elaboração de uma declaração da ONU sobre o tema. Em 29 de julho de 2006, o Conselho de Direitos Humanos da entidade internacional aprovou o texto da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. Um ano depois, em 13 de setembro de 2007, a Assembleia Geral da ONU aprovou a Declaração.

Um dos principais objetivos da declaração é garantir aos diversos povos indígenas do mundo a autodeterminação, sem que sejam forçados a tomar qualquer atitude contra a sua vontade, como expresso no artigo 3º: “Os povos indígenas têm direito à autodeterminação. Em virtude desse direito determinam livremente sua condição política e buscam livremente seu desenvolvimento econômico, social e cultural.”

Já no artigo 1º da Declaração é garantido às diversas etnias indígenas “o pleno desfrute de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais reconhecidos pela Carta das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos e o direito internacional dos direitos humanos.” Dessa forma, a ONU possibilita a equiparação dos direitos das etnias indígenas com os direitos que são garantidos pela entidade aos demais povos e etnias do mundo.

A publicação dessa declaração é um avanço para os povos indígenas, principalmente após o ataque generalizado que sofreram a mando das classes dominantes da Europa após o processo de expansão verificado com as grandes navegações, no século XV. A promulgação da Declaração é um apoio à resistência econômica, política, religiosa e cultural que as diversas etnias indígenas ainda mantêm.

No caso brasileiro, é um importante apoio aos cerca de 850 mil indígenas que habitam o território nacional, divididos em mais de 200 etnias, segundo o levantamento feito pelo Censo Demográfico do IBGE, realizado em 2010.




terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Tramitação atualizada da PEC 215/2000 - Demarcação deTerras Indígenas / ordem do dia nas comissões



Terras indígenas -  Pataxós pedem apoio de petistas para retirada da PEC 215/2000

 Por;Sander Barbosa Pereira







09/12/2014                  16:00 

Câmara dos deputados

 Ordem do Dia nas Comissões PEC 215/00 

DEMARCAÇÃO DE TERRAS INDÍGENAS 

54ª Legislatura 
4ª Sessão Legislativa Ordinária 

 PAUTA DE REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA EM 9/12/2014 às 16h 


 Apreciação do Relatório apresentado à proposta de emenda à Constituição nº 215, de 2000. 

Proposições Sujeitas à Apreciação do Plenário 

 Disposições Especiais 

 1 - PEC 215/2000 - do Sr. Almir Sá - que "acrescenta o inciso XVIII ao art. 49; modifica o § 4º e acrescenta o § 8º ambos no art. 231, da Constituição Federal". 

(Apensados: PEC 579/2002, PEC 257/2004, PEC 275/2004, PEC 319/2004, PEC 156/2003, PEC 37/2007, PEC 117/2007, PEC 411/2009, PEC 415/2009 e PEC 161/2007 (Apensado: PEC 291/2008)) 

Explicação: Inclui dentre as competências exclusivas do Congresso Nacional a aprovação de demarcação das terras tradicionalmente ocupadas pelos índios e a ratificação das demarcações já homologadas; estabelecendo que os critérios e procedimentos de demarcação serão regulamentados por lei. 

RELATOR: Deputado OSMAR SERRAGLIO. 

PARECER: pela aprovação desta, da PEC 579/2002, da PEC 156/2003, da PEC 257/2004, da PEC 275/2004, da PEC 319/2004, da PEC 37/2007, da PEC 117/2007, da PEC 161/2007, da PEC 411/2009, e da PEC 415/2009, apensadas, com substitutivo, e pela rejeição da PEC 291/2008, apensada.

domingo, 7 de dezembro de 2014

A musica Trem do Pantanal retrata com perfeição as belezas e riquezas do nosso Pantanal de Mato Grosso do Sul

07/11/2014       10:33

Por: Sander Barbosa Pereira





Trem do Pantanal de Geraldo Roca em parceria com Paulo Simões é considerado hoje um verdadeiro hino não oficial do Mato Grosso do Sul.

As composições destes dois autores misturam ritmos regionais e elementos da música folk e do rock, em uma lírica realista própria, com elementos da cultura regional e explorada com maestria pelo grande intérprete e também compositor Almir Sater.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Ao se ver na tela do cinema, indiazinha Guarani - Kaiowá que sonha em ser atriz se emociona


06/12/2014                   10:00

 Elverson Cardozo


                                                                                                              (Foto: André Maganha)

No cinema, acompanhada da mãe, Kariane, hoje com 11 anos, se emocionou.
No cinema, acompanhada da mãe, Kariane, hoje com 11 anos, se emocionou. (Foto: André Maganha) Kariane Martines, uma indiazinha Guarani Kaiowa de 11 anos, nascida e criada da Aldeia Amambai, no interior de Mato Grosso do Sul, é uma menina de poucas palavras. 

Pelo menos é essa a impressão que passa ao telefone. Do outro lado da linha, falando com um completo desconhecido, que se apresenta apenas como Elvis, repórter do Lado B, a garota diz poucas coisas. Com a jornalista e cineasta Jamile Fortunato, que fez um filme com ela há dois anos, o contato, ao que tudo indica, é bem diferente. Também pudera. 


Jamile estabeleceu uma relação de amizade, de confiança com Kariane. Mas isso não aconteceu em 15 minutos, a distância, por telefone, como eu fiz para escrever essa matéria. Ela visitou a casa da menina, esteve com ela, almoçou com a família, se apropriou da história e, de posse de um celular e de uma handycam, aquelas filmadoras compactas, registrou, com toda a sensibilidade, o mundo encantado da garota. 

É um universo imaginário, construído a partir de uma realidade dura, triste, que muitos, por ignorância ou maldade, teimam em fechar os olhos. O material, mais tarde, virou um curta-metragem, o “Cordilheira de Amora II”. 

O filme foi um dos selecionados para integrar a programação do Fest Cine América do Sul, festival que reúne, em Campo Grande, até o dia 7 de dezembro, outras produções brasileiras e, também, de origem sulamericana. 

Menina cria um mundo imaginário e, assim, consegue fugir da realidade em que vive.
(Foto: Reprodução/Cordilheira de Amora II)
Menina cria um mundo imaginário e, assim, consegue fugir da realidade em que vive. (Foto: Reprodução/Cordilheira de Amora II) Kariane, a personagem principal desta obra, viajou mais de 360 quilômetros para assistir à exibição na Capital, dentro de um shopping, junto com a mãe, a professora de educação infantil Sônia Martines Vera, de 43 anos. 


Teaser Cordilheira de Amora II - de Jamille Fortunato



“Nunca imaginei que iria chegar lá, naquela tela grande”, revelou, com voz baixa. Pergunto sobre o filme e se ela é, realmente, uma menina sonhadora. “Eu sou. Imagino que tudo isso um dia vai virar realidade”. A indiazinha espera que a fantasia vire realidade, até porque o mundo imaginário que pinta, e que Jamile Fortunato retratou com primor, é bem mais colorido. 

Na época em que ocorreu a gravação, a cineasta frequentava a aldeia para ensinar, entre outras coisas, como fazer cinema com o celular. Primeiro conheceu a irmã de Kariane, que era uma das participantes do projeto. Por intermédio dela é que foi apresentada à menina. A oportunidade de gravar um filme com a garota surgiu por acaso. 

Foi no “susto”, depois de um almoço junto com a família. “Na hora de ir embora, com o carro já esperando, eu avistei uns tijolinhos entre as bananeiras e perguntei o que era aquilo. Ela [Sônia] me respondeu que era lixo e que a filha juntava para brincar”.

 Parte da casa de tijolos. (Foto: Reprodução/Cordilheira de Amora II)
Era mais que lixo. Era a “casa própria” de Kariane, como ela mesma faz questão de dizer. No filme, a imagem que se tem é a de um amontoado de tijolos, mas a menina teve o cuidado de separar as peças, empilhar outras e formar alguns ambientes, como cozinha e sala, com uma caixa de sabão em pó para representar a televisão que não tinha. 

No meio das bananeiras, fez a “biblioteca”. Os livros são, na verdade, revistinhas de cosméticos descartadas. Em uma cena, ela apresenta as obras que imagina ter: Chapeuzinho Vermelho e os Três Porquinhos. Em outra, logo no início, mostra um pedaço velho de madeira e explica que se trata de um porta-retrato, onde, de um lado, aparece com a colega da escola, com vizinha e o amigo invisível. 

Atrás, explica, tem toda a família. Kariane também imagina um shopping no quintal, mas o espaço está longe de ser glamouroso. É um amontoado de lixo. O que ela enxerga, no entanto, é bem diferente. “Aqui tem cabeleireiro, loja, comida, doces, tem champagne... meu, meu... Shopping”, conta. Por fim, apresenta a “floresta”, que chama, carinhosamente, de “Cordilheira de Amora”. Vem daí o nome do curta. Não podia ser diferente. 

O shopping de Kariane. (Foto: Reprodução/Cordilheira de Amora II)
O filme foi gravado quando Kariane tinha 8 anos. Até então ela só tinha assistido uma versão pequena, de cinco minutos. A maior, de 12, foi vista do cinema. 

“Eu estava preocupada, ansiosa, pensando se ela iria gostar ou não, mas assim que apareceu a primeira imagem ela desmoronou”, conta Jamile. A mãe, toda animada, relata a mesma coisa. “Ela se emocionou muito. Poxa vida, chorou de alegria. Foi uma surpresa. Não tenho palavras para agradecer”. Na aldeia, completa, a menina virou estrela. “Os irmãos ficaram curiosos. Ela chegou aqui e já encheram ela de perguntas. 

Ninguém viu aqui ainda”. Jamile fala em “documentário espontâneo”, porque nada foi planejado e tudo foi feito em um dia. Sônia traduz do jeito dela: “Ela não representou nada. A história é verdadeira”. A história é verdadeira e a realidade dura demais, mas Kariane é uma sonhadora de mão cheia. 

A garota diz que, do futuro, esperara muitas e que ainda vai vencer muitas batalhas, mas o principal sonho é, sem dúvida, ser atriz. Ela quer ganhar o mundo, mas de uma coisa tem certeza: “Nunca vou esquecer da minha aldeia, mesmo que saia daqui”.


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Seminário marca lançamento de mestrado inovador


03/12/2014                     22:25

 UnB - Universidade de Brasilia

Divulgação

Edital do curso profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais será apresentado nesta quinta-feira.


Na  quinta-feira (4) será realizado o seminário Educação Intercultural para a Sustentabilidade, que lançará a segunda edição do Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (MESPT). 

Realizado pela primeira vez em 2011, o MESPT é uma iniciativa inovadora e interdisciplinar ligada ao Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (CDS/UnB). Em 2013, formaram-se 23 mestres (incluindo representantes de 13 povos indígenas). 

A exemplo do que propõe o MESPT, que se fundamenta no diálogo entre os saberes técnico-científicos e tradicionais, o seminário desta quinta-feira reunirá lideranças e mestres tradicionais de renome, como Raoni Metuktire e Antonio Bispo dos Santos, professores universitários, representantes de organizações internacionais, entre outros. 

Além de lançar o edital da segunda edição do MESPT, o seminário discutirá temas fundamentais nas mesas-redondas "A Educação Superior Intercultural na América Latina e Caribe" e "Povos indígenas e quilombolas no Brasil e os desafios da sustentabilidade de seus territórios". 

Confira a programação aqui. A primeira mesa contará com a presença de Daniel Mato (Instituto Internacional da UNESCO para Educação Superior em América Latina e Caribe - IESALC), Jack Menke (Universidade Anton Kom, do Suriname), Antônio Carlos de Souza Lima (Laboratório de Pesquisas em Etnicidade, Cultura e Desenvolvimento, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro) e Bárbara Oliveira Souza (Instituto Cubano de Pesquisa Cultural Juan Marinelo e Universidade de Brasília). 

Na segunda mesa, estarão presentes Francisco Apurinã (Coordenação das Organizações Indígena da Amazônia Brasileira - COIAB), Lucely Morais Pio (Articulação Pacari de Plantas Medicinais do Cerrado, Rede Cerrado), Rosa Acevedo Marín (Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia - PNCSA -, Universidade Federal do Pará - UFPA) e Henyo Barreto Trindade Filho (Instituto Internacional de Educação do Brasil - IEB). 

  O MESTRADO

Com duração de 24 meses e carga horária de 420 horas, o MESPT visa formar profissionais para o desenvolvimento de pesquisas e intervenções sociais, com base no diálogo de saberes e em prol do exercício de direitos, do fortalecimento de processos autogestionários da vida, do território e do meio ambiente, da valorização da sociobiodiversidade e salvaguarda do patrimônio cultural de povos indígenas, quilombolas e demais comunidades tradicionais. 

O público ao qual o curso se destina é de profissionais vinculados a instituições que promovam a sustentabilidade de povos e territórios tradicionais (associações de base comunitária, organizações não governamentais de assessoria, redes de representação e articulação política e/ou órgãos de governo das esferas municipal, estadual ou federal). 

São oferecidas, no total, 30 vagas, sendo 15 destinadas exclusivamente a candidato(a)s autoidentificado(a)s indígenas e quilombolas residentes no país, e 3 a candidato(a)s autoidentificado(a)s como indígenas e afrodescendentes residentes no México ou no Suriname. 

O período de inscrição vai de 4 de dezembro de 2014 a 16 de fevereiro de 2015. Mais informações mespt@unb.br.

PAZ, DIÁLOGO E CONCILIAÇÃO NO CAMPO

 21/06/2026 Por; Professor Sanderss O Partido da causa operária – PCO entende que : o caminho para a paz sustentável entre indígenas e pro...