domingo, 21 de junho de 2026

PAZ, DIÁLOGO E CONCILIAÇÃO NO CAMPO

 21/06/2026


Por; Professor Sanderss


O Partido da causa operária – PCO entende que : o caminho para a paz sustentável entre indígenas e produtores rurais no campo, exige a superação da violência por meio do diálogo franco e de mecanismos jurídicos e humanos de conciliação em Mato Grosso do Sul.

O Cenário Atual

Tensões históricas: Disputas por terras que atravessam décadas e geram insegurança jurídica e conflitos sociais severos.

Insegurança mútua: Indígenas lutam por direitos ancestrais; produtores rurais buscam proteger seus investimentos e produção.

Prejuízo coletivo: A falta de entendimento paralisa a economia e destrói o tecido comunitário local.




O Papel do Diálogo e da Conciliação


Criação de pontes (mecanismos): Substituir o confronto por mesas de negociação mediadas por órgãos neutros.

Reconhecimento mútuo: Validar a dignidade e a importância tanto da preservação cultural e ambiental, quanto da produção de alimentos.

Segurança jurídica: Buscar indenizações justas, demarcações claras e soluções homologadas pelos tribunais superiores.

Sustentabilidade pacífica: Unir o conhecimento tradicional indígena à tecnologia agrícola dos produtores rurais para preservar o meio ambiente.

A pacificação do campo não significa a vitória de um lado sobre o outro, mas sim a construção de um espaço onde o direito à terra e o direito ao desenvolvimento caminhem juntos


sexta-feira, 5 de junho de 2026

Poeta de MS lança ‘Suicígena’ sobre índice de suicídios entre povos indígenas

 

O livro é formado por poemas que tratam não apenas sobre suicídio, mas também sobre o que sugere e representa a cultura indígena
Sabrina Sabrina Ventresqui-
                       Américo Calheiros transforma angústia em livro. (Foto: Reprodução/Divulgação)

Angustiado com o cenário alarmante do índice de suicídios entre os povos indígenas, o poeta, escritor 
e teatrólogo Américo Calheiros transformou sua dor no livro “Suicígena”, que será lançado na próxima
 terça-feira (9), a partir das 19 horas, na sede da ASL (Academia Sul-Mato-Grossense de Letras), 
em .

O termo “suicígena” é um neologismo criado pelo próprio autor, da fusão parcial das palavras suicídio e indígena. 

“É a síntese perfeita do espírito do livro, cuja ideia surgiu sob a égide dos suicídios indígenas em Mato Grosso do Sul, à medida que fui tomando contato, pela imprensa, desse fato e também das precárias condições de vida dos indígenas, que são o imediato pano de fundo dessa situação e fator determinante para a perda da vontade de viver das populações indígenas”, resumiu o autor.

O livro é formado por poemas que tratam não apenas sobre suicídio, mas também sobre o que sugere e representa a cultura indígena. 

Com a obra, o artista tem a intenção de trazer a problemática para o centro do debate, para que sejam implementadas políticas públicas mais eficientes e para que se encontrem soluções mais efetivas para os problemas enfrentados pelas populações indígenas.

De acordo com levantamento feito pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Mato Grosso do Sul registrou 24 suicídios a cada 100 mil habitantes indígenas em 2022. O índice é três vezes maior do que o da população brasileira geral para o mesmo ano, de oito suicídios a cada 100 mil habitantes, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.


quarta-feira, 3 de junho de 2026

Documentário Resgata História de Mário Juruna e os Encantos de Barra do Garças

Por Direto de PE · 21 de janeiro de 2026 

 
O Projeto é um projeto que faz composição do Circuito Cultural da Empresa Agência Pêssego e Maçã LTDA CNPJ nº: 48.065.526/0001-86, cuja desenvolvedora é gestora do projeto é CARLITA RODRIGUES MACEDO (Sócia Administrativa da Empresa), o Livro documental desta Temporada traz por Título: Mario Juruna e o Casamento com a Índia Xavante (Janaina Calunga), uma Homenagem da Tribo Xavante da Cidade do Mato Grosso UF: MT com Mini – Biografia de Barra do Garças, contada pelo Morador Histórico “Antônio Orlando da Silva “. Além do Livro será apresentado Videoclipe com imagens Fotográficas de Mirante de Cristo, Discoporto e Serra do Roncador. 

Entre paisagens emblemáticas e narrativas que atravessam gerações, um novo projeto audiovisual propõe mergulhar na memória cultural de Barra do Garças, em Mato Grosso. O documentário Pão da Nova Geração une videoclipe e livro documental para revisitar pontos turísticos como o Mirante do Cristo, a Serra do Roncador e o Discoporto, enquanto resgata uma das lendas mais contadas pela tradição oral local: o controverso e simbólico casamento de Mário Juruna com a índia Xavante Janaina Calunga. 

A obra apresenta o relato transmitido por moradores históricos, revelando como mito, identidade indígena e memória popular se entrelaçam na construção da história da cidade.
O projeto Pão da Nova Geração propõe a produção de um videoclipe e a criação de um livro documental que unem memória histórica, tradição oral e valorização dos pontos turísticos da cidade de Barra do Garças, no estado de Mato Grosso. As gravações e registros visuais contemplam cenários emblemáticos do município, como o Mirante do Cristo, a Serra do Roncador e o Discoporto, locais que carregam forte simbolismo cultural, turístico e místico para a região. A obra documental se debruça sobre uma das lendas mais conhecidas e controversas da história oral local: o suposto casamento de Mário Juruna com uma índia da etnia Xavante. 

Segundo a narrativa popular, amplamente contada por moradores antigos, Mário Juruna teria se unido à indígena Janaina Calunga. O relato afirma que Janaina Calunga ganhou notoriedade dentro da comunidade como uma grande empresária, fato que reforça sua importância social e econômica no imaginário coletivo da época. Ainda de acordo com a lenda, apesar de Janaina Calunga já ser casada, essa condição não teria impedido uma nova união estável com Mário Juruna, uma vez que, conforme a tradição atribuída à tribo Xavante, não haveria limitações para que um indivíduo casado mantivesse outros matrimônios. 

Essa característica cultural é apresentada como parte essencial para a compreensão do contexto da relação descrita na narrativa popular. A história segue relatando que, em determinado momento, Mário Juruna teria desejado sair da relação, considerada frustrada. Diante dessa decisão, Janaina Calunga, descrita na lenda como uma índia brava do Mato, teria se unido a seus aliados e armado uma arapuca contra ele. O desfecho trágico da narrativa aponta que Mário Juruna morreu de pé, acreditando até o fim que Janaina Calunga sempre foi sua ajudadora, protetora e auxiliadora, passando a enxergar todos aqueles que cruzavam seu caminho como perseguidores. 

O conteúdo integra o livro documental intitulado Mário Juruna e o Casamento com a Índia Xavante (Janaina Calunga), que também se apresenta como uma mini-biografia de Barra do Garças. A história é contada a partir do olhar e da memória de um morador histórico da cidade, Antônio Orlando da Silva, cuja narrativa contribui para a preservação da identidade cultural e da tradição oral do município. 

O projeto tem como objetivo registrar, valorizar e difundir histórias que fazem parte do imaginário popular, conectando passado e presente por meio do audiovisual e da literatura documental. A iniciativa reforça a importância de preservar relatos históricos e lendas regionais como patrimônio imaterial, utilizando a arte e a comunicação como instrumentos de memória e identidade cultural.


terça-feira, 12 de maio de 2026

Professor Sanderss lança pré-candidatura ao governo, na busca por um novo compromisso com Mato Grosso do Sul

 


Por; Bob Monteiro


Hoje não dou apenas um passo na minha trajetória pública; mas um passo ao lado de cada cidadão que acredita que o nosso estado pode e deve ser mais igualitário e justo com as politicas sociais, com mais geração de rendas e riquezas, além de bens e serviços de grandes qualidades.

Professor Sanderss pré-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul


 Olho para os municípios do estado  e vejo um potencial gigante, mas também vejo gargalos que travam o nosso crescimento. Vejo o pai de família preocupado com o emprego, a mãe que espera meses por uma consulta em postos de saúde e hospitais além do  jovem e a criança que buscam  uma educação de qualidade sendo em período normal ou integral em suas localidades, além disso buscam oportunidades para não precisarem deixarem suas terras ou seu estado.

Não podemos mais aceitar o ditado de "sempre foi assim". 

Pois estou sempre movido pela convicção de que a política é a ferramenta mais poderosa para transformar  as estruturas e também a vida das pessoas deste imenso estado .

Nosso pensamento é ouvir o clamor do povo do estado para ampliar as propostas para o plano de governo do nosso partido da causa operária - PCO, com suas demandas na busca por inovação e empreendedorismo aliado ao desenvolvimento sustentável e justiça social. Clamor este do povo que busca ter  menos burocracia para quem produz, mais incentivo para o pequeno, médio e grande negócio, que é quem gera mais  empregos lá na ponta.


segunda-feira, 11 de maio de 2026

 

Por Vinícius Cassela, g1 — Brasília


Senado Federal aprovou nesta terça-feira (5) o projeto de lei que cria a Universidade Federal Indígena (Unind), primeira instituição de ensino superior do país essencialmente voltada à realidade dos povos originários.

A ideia do projeto é que a universidade seja dedicada a atender os interesses da população indígena brasileira, que não possui ensino superior dedicado ao setor. A proposta é que ela comece a funcionar em 2027.


“A Unind vem para suprir um hiato histórico e combater o abandono escolar no nível superior, causado por preconceitos e distâncias geográficas. [...] É o compromisso de que a sustentabilidade socioambiental e a preservação das línguas maternas caminharão lado a lado com a excelência acadêmica”, afirmou o relator da proposta, senador Eduardo Braga (MDB-AM).

Como o texto foi aprovado sem alterações em relação ao que já havia passado pela Câmara dos Deputados, segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de quem partiu a proposta original..












segunda-feira, 20 de abril de 2026

Espiritualidade ancestral perde espaço e só 3% dos indígenas seguem tradição


Presença crescente de igrejas divide comunidades e impacta transmissão cultural entre gerações


Por Kamila Alcântara | 19/04/2026 


 Casa de reza da terra indígena Jaguapiré, em Tacuru, no Mato Grosso do Sul, poucos anos antes de ser incendiada em 2019 (Foto: Pablo Albarenga / Agência O Globo)

Neste domingo (19), em que se celebra o Dia dos Povos Originários, um dado chama mais atenção do que qualquer discurso oficial: em Mato Grosso do Sul, apenas 3% da população indígena declara seguir tradições religiosas ancestrais. Enquanto isso, 45% se identificam como evangélicos e 25% como católicos.

Os números fazem parte do Painel Povos Originários, lançado nesta semana pelo Observatório da Cidadania, plataforma que reúne dados inéditos sobre território, perfil populacional e condições de vida indígena no Estado.

A leitura fria dos dados pode sugerir apenas uma mudança de preferência religiosa. Mas, na prática, o que está em jogo é bem mais profundo. “Hoje a gente vive uma divisão dentro das comunidades”, resume o técnico da Subsecretaria de Políticas Públicas para Povos Originários, Heliton Cavanha, que é kaiowá.

De um lado, a religião dos não indígenas. Do outro, a espiritualidade tradicional.” Segundo ele, essa divisão não é neutra. Ela impacta diretamente a estrutura social das aldeias.

“A raiz das comunidades são os anciões, os nhanderu e as nhandery. E o futuro é a juventude. Só que a gente está esquecendo esses anciões, esquecendo de fortalecer eles”, afirma.

Essa fala expõe um ponto incômodo que pouca gente quer encarar de frente. Não é só sobre fé. É sobre transmissão de conhecimento. Sem os anciãos, não há quem ensine. Sem os jovens interessados, não há quem aprenda.


Heliton evita confronto direto com outras religiões. Faz questão de dizer que o respeito precisa existir dentro e fora das comunidades. Mas também deixa claro que há um limite. “É preciso respeitar todas as religiões. Mas não deixar de lado a nossa cultura. Isso é essencial.”

Jovem indígena do povo kaiowá, Heliton Cavanha é técnico a Subsecretaria de Estado de Políticas Públicas para Povos Originários de MS (Foto: Osmar Veiga)

O avanço de igrejas nas aldeias ocorre ao mesmo tempo em que espaços tradicionais perdem força. Casas de reza, por exemplo, passaram a ser alvo de conflitos e até destruição, segundo relatos de lideranças. “Tem situações de queima de casas de reza e até violência contra quem defende esses espaços,” afirma o técnico.

A resposta tem sido institucional. Programas estaduais e federais tentam proteger esses territórios e práticas, incluindo iniciativas voltadas à preservação das casas de reza e fortalecimento cultural.

Mas dá para proteger cultura só com política pública, sem engajamento da própria comunidade? Diferente das religiões estruturadas em templos, a espiritualidade indígena está ligada à natureza. “A gente precisa entender a relação com a natureza. O povo guarani é conhecido como povo da floresta”, explica Heliton.

Por isso, iniciativas atuais tentam conectar espiritualidade com ações práticas, como agroecologia, saúde e autocuidado. A lógica é simples: cultura não se preserva em discurso, mas no cotidiano.

Mato Grosso do Sul tem a terceira maior população indígena do país, com mais de 116 mil pessoas, a maioria jovem.  Ou seja, há base demográfica para manter tradições vivas.


Ao concluir, Heliton cita alguns desses pontos que também podem estar influenciando esse apagamento: drogas, álcool e conflitos internos fragilizam justamente quem sustenta a tradição.


Queima da Casa de Reza Guarani e Kaiowá da retomada Kunumi Verá, no município de Caarapó em 2024 (Foto: Aty Guasu)

Incêndios - Ataques a casas de reza indígenas têm se intensificado desde 2020, quando o povo Guarani Kaiowá é o mais atingido. Os incêndios criminosos destroem não apenas estruturas físicas, mas elementos centrais da espiritualidade, como o chiru, objeto sagrado transmitido por gerações e considerado um ser vivo na cultura indígena.

Para  reportagem do O Globo, lideranças relatam que a destruição desses espaços representa uma perda profunda, comparável à própria vida e à identidade cultural. As casas de reza também funcionam como locais de ensino, organização social e decisões coletivas, indo muito além de um templo religioso.

Especialistas e indígenas apontam duas principais causas para os ataques: intolerância religiosa, muitas vezes ligada ao avanço de igrejas evangélicas nas aldeias, e conflitos por terra, já que esses espaços são pontos de agrupamento e resistência nas comunidades.


 Fonte: www.campograndenews.com.br

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

Candidato ao governo de MS: Ex-usuário de drogas e vivendo em barraco, Magno expõe a vida sofrida e miserável dos índios

22/09/2022            13:14



Ex-usuário de drogas e morando com a família em um barraco às margens de uma rodovia, o trabalhador rural Magno de Souza, 38 anos, é o primeiro índio a disputar o cargo de governador em 43 anos de história de Mato Grosso do Sul. Como candidato pelo PCO, partido de extrema esquerda, ele expõe a vida sofrida e miserável da maior parte dos 80 mil índios sul-mato-grossenses.


Como candidato a governador, ele põe o dedo na ferida: o homem branca fala bonito, compra voto e não faz nada para melhorar a vida dos índios (Foto: O Jacaré)

A prioridade do candidato a governador é demarcar as áreas indígenas em Mato Grosso do Sul, cujo processo está parado desde a ascensão de Jair Bolsonaro (PL). Além de acabar com o ataque de pistoleiros e garantir segurança nas áreas indígenas, Magno se propõe a ser um grito de socorro das minorias, com sem-terra, negros e desempregados.

Durante um café no Jardim Gastronômico Recanto das Ervas, no Centro de Campo Grande, o candidato concedeu a entrevista exclusiva para O Jacaré. O candidato do PCO falou sobre as dificuldades, a vida e as propostas como candidato a governador.

Magno nasceu na reserva indígena de Dourados, vivendo um pouco em cada aldeia, Jaguapiru e Bororó. Ele estudou apenas até a 3ª série do ensino fundamental. É evangélico da igreja Deus é Amor. Atualmente, ele reside com a esposa e os dois filhos, de 4 e 5 anos, e quatro cunhados – três meninas de 14, 16 e 18 anos e um guri de 11 anos, em um barraco de lona em área ocupada, que ele define como retomada. A de 18 anos é portadora de deficiência mental.

No local, denominado retomada Ara Tycuty, que engloba uma área de 10 mil hectares entre Dourados e Laguna Carapã, vivem cerca de 300 índios, dos quais 80 crianças e adolescentes. O grupo vive sob tensão permanente, já que o ataque de jagunços é frequente. Ao longo de quatro anos foram 56 ataques.

De acordo com o candidato, durante os ataques, produtores rurais teriam passado trator sobre os barracos, atirado contra os índios e ateado fogo na área e no entorno. “Nós queremos plantar, mas não tem condições”, conta. Sem alternativa, famílias acabam apelando a mendicância nas ruas e em busca de pão seco nas casas.

Magno relata que a luta da família pela sobrevivência é diária e inclui até a fome. A cesta básica entregue pela gestão de Reinaldo Azambuja (PSDB), que inclui as empresas denunciadas por superfaturamento pelo Ministério Público Estadual, é suficiente para uma semana. “Quando não tem comida, a gente passa fome até conseguir ajuda particular”, lamenta o candidato.

A Funai (Fundação Nacional do Índio) abandonou os índios a própria sorte após a chegada de Bolsonaro ao poder. Há três meses, o Governo federal não destina nenhum tipo de ajuda às aldeias.

Apesar da caixa d’água da Sanesul fica a menos de 500 metros da área ocupada, as famílias não possuem água tratada. Reinaldo teria se negado a fornecer água os índios. Eles só contam com um poço. Em algumas ocasiões, principalmente quando chove muito as famílias chegam a tomar água com lama por até 10 dias. Durante o debate do Midiamax, Magno denunciou o caso. “Não queremos mais ser tratados como porco, vivendo na lama”, bradou.

A família vive em um barraco de lona, convive com a fome e sob a tensão diária de estar na mira da jagunços (Foto: O Jacaré)

Magno acabou tendo a candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral em decorrência do furto de uma bicicleta de R$ 500 em 2012. Ele confessa o roubo. Na época, ele era usuário de drogas. “Experimentei todo tipo, maconha, crack, pó”, admitiu.

“Bebia cinco Jamel por dia, sozinho”, relembra, sobre o litro de cachaça. “A gente se arrepende”, contou, sobre o tempo em que se entregou à dependência química e furtou a bicicleta. “A gente não tem ajuda nem apoio de ninguém, acaba se afundando com coisa que não presta”, lamentou.

Ele acabou deixando as drogas ao 27 anos ao retornar a frequentar a igreja Deus é Amor. Magno criticou o fato de ter sido o único dos oito candidatos punidos pela Justiça. “Todo mundo é errado”, lamentou. O ex-governador André Puccinelli (MDB) foi condenado por coagir eleitores em 2012 e responde a várias ações penais e por improbidade pelo desvio milionário apontado na Operação Lama Asfáltica.

Aliás, o emedebista foi um dos “fãs” que tentou tirar foto com o candidato a goverandor do PCO após os debates. No entanto, por orientação do partido, ele se negou a posar para foto ao lado do emedebista, que inclusive, chegou a lhe oferecer um emprego em caso de vitórias nas eleições deste ano.

Magno não era a primeira opção do PCO. A sigla tentou um índio com faculdade ou mais anos de estudo para aproveitar a disputa para denunciar a situação indígena em Mato Grosso do Sul. No entanto, nenhum aceitou o desafio, que acabou sobrando para o morador da Ara Tycuty.

Aliás, esta é a segunda área de retomada na vida de Magno. A primeira foi ao lado da reserva indígena de Dourados, denominada Iwu Verá, onde ficou por quatro anos. Os índios deixaram o local após a Justiça e o Conselho Tutelar ameaçarem retirar as crianças.

Além das ameaças dos jagunços, que usam a caixa d´água da Sanesul como ponto de apoio para atirar contra as famílias, segundo o candidato, a Polícia Militar nem sempre aparece para garantir segurança, mas para fazer ameaças. Em alguns casos, os índios são atropelados por caminhonetes. Outro problema é o risco de acidentes na rodovia.

“Não tenho muita esperança de ganhar (a eleição”, admitiu o candidato a governador. “Queremos mostrar para o povo que vários governadores estão enganando, comprando votos e não fazendo nada pelas aldeias”, afirmou.

“Os índios estão abandonados, estamos encostados, pior que latão de lixo”, lamentou. “Quem fala bonito nunca cumpre oque fala”, criticou..


 
 Ele foi usuário de drogas e chegou a tomar cinco litros de cachaça por dia (Foto: O Jacaré)

O sonho do indígena é encontrar o governador Reinaldo Azambuja, famoso por ser um dos maiores produtores rurais do Estado, para perguntar por que está negando água para os índios, por que não faz nada contra os jagunços e não pavimentou as estradas de acesso às aldeias.

Magno propõe dar condições de produção nas aldeias. “Vamos colocar os índios para trabalhar na sua roça e não depender do Governo. Eles querem trabalhar e não ser humilhados pelo homem branco, que são ricos”, explica.

Ele lembra com mágoa de André, que tenta passar nos debates a imagem de que mais fez pelos índios. Conforme o candidato, o emedebista mandou arroz com caruncho para as famílias e teria acusado os indígenas de matar policiais. “Índio nunca matou policial”, garantiu.

Ele também critica a ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina (PP), do Centrão, e favorita na disputa do Senado, e o candidato a governador Eduardo Riedel (PSDB). “Ele mandou a Tropa de Choque e o helicóptero contra os índios”, afirmou, sobre o despejo sem ordem judicial que acabou em confronto em Amambai. “Eles estão junto com a Simone (Tebet)”, afirmou. O PCO foi obrigado pela Justiça a retirar do ar uma crítica a presidenciável do MDB..

Em raro momento de descontração, ele conta que André tentou tirar uma casquinha duas vezes, mas ele não se deixou fotografar ao lado do ex-governador (Foto: O Jacaré)


Magno está surpreso com a repercussão dos debates. Ele lamenta ter sido excluído do confronto da TV Morena, afiliada da TV Globo, e canal com maior audiência. Já sobre os adversários, ele os critica por não terem respondido aos questionamentos.

Sobre a carga tributária na gestão tucana, ele diz que estão cobrando muito, mas o dinheiro ?não está aparecendo. “Onde está indo o dinheiro? Por que as famílias estão passando fome?”, questiona-se.

“Não quero ser morto igual tatu”, torce, com esperanças de não repetir a sina do tio, Marçal de Souza, que morreu durante a luta pela demarcação da reserva indígena em Antônio João. Marçal foi brutalmente assassinado apesar da projeção internacional e de ter recebido até pelo Papa João Paulo II.

“Estou me preparando para ser candidato a presidente”, confessa Magno de Souza, sonhando alto em fazer história na política brasileira.


Os candidatos André Puccinelli (MDB) e Eduardo Riedel (PSDB) não toparam conceder a entrevista.


Fonte: Ojacaré

terça-feira, 19 de abril de 2022

Regularizar terras indígenas é pacificar conflitos, afirma professor

De um lado, os povos tradicionais ocupam e fazem retomadas; do outro, produtores ameaçados recorrem à Justiça


Por Lucia Morel | 19/04/2022 


Guarani e Kaiowá em manifestação em Brasília. (Foto: Laila Mendes e Egon Heck/Cimi) 

Com 48 terras indígenas já identificadas em Mato Grosso do Sul, elas podem até ser milhares de hectares. Mas, no papel, quase metade delas não tem validade na lei. Hoje, Dia dos Povos Indígenas, a pergunta que se faz é: a demarcação é necessária e faz alguma diferença?

Para o doutor em Antropologia, Antônio Hilário Aguilera Urquiza, coordenador do mestrado dessa ciência na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), a resposta é sim. A demarcação é positiva para indígenas, para os produtores rurais e para o Estado, porque significa paz.

“Na atualidade, a regularização, a demarcação, significa pacificar. A quem interessa? A todos. Que proprietário gosta de estar em uma terra ou próximo de uma que está em estudo, em insegurança jurídica? Ninguém!”, avalia.

Ele explica que o Estado brasileiro, com sua morosidade em resolver essa questão, impede o encerramento dos conflitos, porque “o produtor também tem seu direito, comprou, usou a terra. Precisa indenizar? Sim, mas resolve, pacifica”, pondera.


Demarcar é viver em área sem conflito e se há conflito (seja ele jurídico ou pessoal) é porque o Legislativo, o Executivo e também o Judiciário não resolveram essa questão, então, todos (indígenas e produtores) tentam resolver isso do jeito deles”, avalia.


De um lado, os povos tradicionais ocupam e fazem retomadas de áreas, muitas vezes, produtivas, mas que foram tradicionalmente ocupadas por seus antepassados e, no outro, há proprietários que, sem garantias e sem segurança da manutenção do seu trabalho, acionam a Justiça ou em alguns casos, agem de forma hostil com os indígenas.

Para se ter uma ideia, entre as 48 terras indígenas de Mato Grosso do Sul, 25 ainda precisam de regularização, entre elas, cinco que já foram declaradas ou delimitadas, mas que devido a ações na Justiça, passam por nova avaliação.

A Ofaié, em Brasilândia, por exemplo, chegou a ser regularizada em 1992, mas houve questionamentos posteriores e, desde então, ainda espera-se a demarcação efetiva. Dados recentes dão conta de que em setembro de 2020, a Funai (Fundação Nacional do Índio) fez o georreferenciamento da área de 2,4 mil hectares, que é a última fase para a regularização efetiva. Nos documentos oficiais do órgão, atualizados em maio do ano passado, no entanto, o espaço aparece como em reestudo.

Outras duas terras importantes e que já haviam sido declaradas são a Taunay/Ipegue em Aquidauana e a Yvy-katu, em Japorã. Nesta última, há até decisão judicial do TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), de 2019, impedindo a reintegração de posse de sete proprietários rurais. No entanto, até o momento, não houve cumprimento da demarcação.

Demarcação – Para que uma terra indígena seja regularizada, uma série de fases precisa ser cumprida, iniciando-se pelos estudos antropológicos, históricos, fundiários, cartográficos e ambientais. Eles fundamentam a identificação e a delimitação da terra indígena.

Em seguida, caso a primeira fase ocorra sem problemas, há a delimitação, que se trata da conclusão dos estudos aprovados pela Presidência da Funai, sendo publicada no Diário Oficial da União e do Estado. Nessa fase, elas se encontram em contraditório administrativo ou em análise pelo Ministério da Justiça, para decisão acerca da expedição de Portaria Declaratória da posse tradicional indígena.

Na próxima etapa, o território deve ser declarado como tradicionalmente indígena e, assim, estará autorizado para demarcação física, com a materialização dos marcos e georreferenciamento.

Na sequência, há a homologação das áreas que possuem os seus limites definidos, materializados e georreferenciados, cuja demarcação administrativa foi homologada por decreto presidencial e, por fim, a regularização que é o registro em cartório em nome da União com o usufruto dos indígenas.

Em Mato Grosso do Sul, segundo a Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), a população indígena é de 80.459 habitantes, presentes em 29 municípios e representados por oito etnias: Guarani, Kaiowá, Terena, Kadwéu, Kinikinaw, Atikun, Ofaié e Guató. É a segunda maior população indígena do País.



CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

 Fábio Trad propõe transformar 19 de abril em feriado

A proposta foi protocolada hoje, Dia dos Povos Indígenas, na Câmara Federal


Por Lucia Morel | 19/04/2022 

Deputado federal Fábio Trad. (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

O deputado federal Fábio Trad (PSD)  propõe transformar o 19 de abril, data em que se comemora o Dia dos Povos Indígenas, em feriado. A proposta foi protocolada hoje, mesmo dia da comemoração, na Câmara Federal.

Para o deputado, caso aprovado, o feriado vai propiciar um momento de reflexão sobre os povos indígenas e seus direitos. “Mais do que uma homenagem, trata-se de uma estratégia de luta por terra, moradia, saúde, educação”, disse.

Trad ainda comentou que a data passará a ser, ainda “uma oportunidade para todos refletirem e se conscientizarem sobre a importância do respeito aos direitos dos povos indígenas”.

Mato Grosso do Sul possui a terceira maior população indígena do Brasil, atrás somente de Roraima e Amazonas, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). São 80.459 indígenas, presentes em 29 municípios e representados por oito etnias: Guarani, Kaiowá, Terena, Kadwéu, Kinikinaw, Atikun, Ofaié e Guató.

Atualmente, usa-se a expressão “Dia dos Povos Indígenas” porque valoriza a diversidade de culturas que há em todos os povos originários da população das Américas, afastando o estereótipo de que todos os povos indígenas são iguais e selvagens.

 - CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Intolerância reduziu oca a cinzas, mas espaço foi embrião de aldeias da Capital

Recordações do espaço quase foram consumidas por chamas de crime impune


Por Tainá Jara | 26/08/2020 10:15


Oca localizada no Bairro Cel. Antonino, onde funcionava o Centro de Cultura Nativa de Mato Grosso do Sul (Foto: Arquivo pessoal)

Registros escassos quase levaram a repórter que vos escreve a classificar como devaneio infantil o que na verdade era lembrança marcante registrada pelo olhar curioso de criança. A imagem de uma oca enorme em plena periferia de Campo Grande, bem antes das aldeias urbanas existirem oficialmente, não é simples de guardar no baú do esquecimento. A recordação tornou-se fascínio e revelou parte importante da história dos indígenas da Capital.

Rodeado de residências de arquitetura moderna, o número 681 da Rua Uruguaiana, no Bairro Coronel Antonino, quase passa despercebido. O quintal de chão batido, protegido apenas com cerca de arame farpado, destoa do cenário atual, mas traz elementos para recriar o que era apenas memória.

Vigas verticais de madeira se tornaram carvão nas extremidades, mas ainda são capazes de desenhar na imaginação o formato da tradicional habitação indígena. O aspecto da estrutura, escurecidas pelo fogo, trazem a tona o motivo do aparente apagamento do espaço dos registros oficiais e das memórias desatentas.

Guarani-Kaiowá, Sander Barbosa, autou como secretário do denominado Centro de Cultura Nativa de Mato Grosso do Sul (Foto: Silas Lima)

Consumida pelas chamas, em suspeito ato de intolerância, nunca solucionado, a oca foi ponto de encontro dos indígenas que migraram para cidade entre 1996 a 2005. O guarani-kaiowá Sander Barbosa atuou como secretário no denominado Centro de Cultura Nativa de Mato Grosso do Sul e relembra a importância do espaço na articulação dos indígenas recém-chegados na Capital.

Embora pareça um curto espaço de tempo, diante das centenas ou milhares de anos de história dos povos indígenas no Brasil, a quase uma década de existência da oca deu visibilidade a causa indígena e serviu de embrião para constituir as quatro aldeias oficialmente reconhecidas na cidade. “Chegamos a receber turistas dos Estados Unidos e da Europa”, relembra o professor.

Visitas de estudantes das escolas e universidades da Capital eram quase rotineiras. De acordo com Sander, a intenção era resgatar a cultura dos povos originários.

Além de reuniões para articular as demandas da comunidade, o local funcionava como abrigo para cursos profissionalizantes, confecção de cerâmica de demais artesanatos tradicionais dos terena, guarani-kaiowá e kadiwéu e também abrigava uma pequena biblioteca. Dali nasceu, por exemplo, o Conselho Municipal dos Povos Indígenas.

Impune, mas impulsionador 

O incêndio que destruiu o espaço nunca foi solucionado. “O próprio delegado não quis registrar boletim de ocorrência na época”, relembra Sander ao explicar o nível de discriminação a que os indígenas eram submetidos desde então.

Após o incêndio, travou-se uma briga judicial pela posse do terreno cedido para organização não-governamental constituída pelos indígenas. Apesar da entidade vencer na Justiça, a área ainda abriga apenas vestígios de memórias e está longe de ser o ponto de turístico que foi um dia.

Oca ainda em pé e o que restou após incêndio (Fotos: Reprodução e Silas Lima)

A impunidade, no entanto, serviu de fator motivador para os indígenas. As articulações iniciadas na oca deram origem à primeira aldeia urbana da Capital, a Marçal de Souza, localizada no Bairro Tiradentes.

A comunidade mais recente tem justamente como símbolo marcante a versão moderna da tradicional habitação indígena. A palha de bacuri foi somada a estrutura de metal e alvenaria que hoje constituem o Memorial da Cultura Indígena, onde há exposição e comercialização de artesanatos.

Oficialmente, Campo Grande conta ainda com as aldeias Tarsila do Amaral, Água Bonita e Darcy Ribeiro.

O Censo de 2010, realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), contabilizava cerca de 6 mil indígenas vivendo na Capital. A estimativa, no entanto, é que a comunidade já tenha chegado a 12 mil pessoal e seja composta de sete etnias diferentes, comprovando o fortalecimento da comunidade, apesar das dificuldades ainda enfrentadas, já que muitas destas aldeias carecem de infraestrutura adequada e políticas de incentivo a geração de emprego e renda. 


 CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS


domingo, 19 de abril de 2020

Reflexões sobre as lutas Indígenas

19/04/2020                 12:30




Por, Sanders Barbosa

Artigo


Os povos indígenas estão cada vez mais presentes em todos os aspectos da vida nacional, tanto na cultura, agenda de governo, mídia, nos seus diversos segmentos, pesquisa e vida universitária, esportes, politica parlamentar e partidária.

Muitos atores indígenas participam de eventos políticos nos municípios onde vivem assim também em quase todos os estados da federação e em Brasília. No cenário internacional a questão indígena também e pauta importante, principalmente quando se trata de direitos humanos (ONU, OEA, OIT), meio ambiente e suas biodiversidades, fóruns culturais e politicas internacionais. 

As questões Indígenas neste cenário atual ainda não tiveram um forte avanço nos campos políticos, econômico e social, embora isso não seja empecilho para continuarmos nossa luta por um Brasil e um estado que, queremos e sonhamos mais justo e igualitário.

Percebemos ainda que nesta conjuntura que as politicas públicas no trato as questões indígenas ainda são insuficientes, ainda que várias parcerias estejam juntas conosco nestas caminhadas. 

Mas nada disso nos impede de discutir e reivindicar melhorias em: Educação, Saúde, geração de rendas, auto sustentabilidade, tecnologias digitais, participações politicas dentro e fora das instancias, entre outras temáticas que atinjam e impactam diretamente os povos indígenas, especialmente em tempos de coronavírus – covid-19.

Reconhecemos que as conquistas obtidas pelos povos indígenas, sobre tudo deve se  as lutas dos movimentos indígenas organizados ao longo dos tempos, e isso só foram possíveis pela necessidade de uma articulação  em torno de interesses comuns entre povos indígenas.

Ainda que os avanços foram significantes, o estado de Mato Grosso do Sul detém índices alarmantes de mortes diversas como assassinatos de lideranças, Suicídios, desnutrição, doenças sociais e conflitos por terras.

A realidade por falta de terra para sobreviver dignamente e cultuar suas tradições milenares esta aumentando significativamente o êxodo rural destes povos para os pequenos e grandes centros urbanos onde se chocam e encontram grandes privações sociais e econômicas.

É através destas experiências de participação direta na sociedade nacional que lideranças, comunidades e organizações indígenas têm buscado alcançar a visibilidade e o respeito necessário para intervir na realidade social e imprimir sua efetiva contribuição na história feita entre os diferentes.

Parabéns povos Indígenas


O autor  é coordenador do Setorial Indígena do PDT/CG e morador da Aldeia em contexto rural Água Bonita em Campo Grande = MS

quarta-feira, 1 de abril de 2020

ÍNDIO CIDADÃO

31/03/2020      00:00



Por; Sanders Barbosa



As conquistas dos povos Indígenas na constituição de 88 aos processos de demarcação de terras e assassinatos de lideranças na atualidade







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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Mais aprendendo do que ensinando

25/02/2020                  14:50



Por; Sanders Barbosa




Aqui no projeto de habitação rural da aldeia Água Bonita, vivemos estas experiências tanto de ensinar quanto de aprender as tarefas referentes a obra em si, ou seja a construção de moradias.














quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Iniciando o ano de 2020 salvando vidas

16/01/2020         21:38






Por, Sanders Barbosa






Sanders Barbosa contribuindo na doação de sangue

É super importante fazer este ato de doar sangue ou seja doar vida para o seu semelhante que neste momento pode estar necessitando para restabelecer saúde e consequentemente a sua vida

PAZ, DIÁLOGO E CONCILIAÇÃO NO CAMPO

 21/06/2026 Por; Professor Sanderss O Partido da causa operária – PCO entende que : o caminho para a paz sustentável entre indígenas e pro...