sábado, 29 de novembro de 2014

Indígenas estão reunidos com produtor rural e PF para tentar negociar retomada de fazenda


29/11/2014                             16:36 


Tatiana Lemes 

Divulgação 

Grupo de 600 indígenas da etnia Terena continua acampado na frente da Fazenda Maria do Carmo, em Taunay, distrito de Aquidauana, a 143 quilômetros de Campo Grande, aguardando a saída dos donos da propriedade rural. 

Segundo uma das lideranças, que preferiu não se identificar, uma equipe da PF (Polícia Federal) chegou de helicóptero na fazenda para intermediar a negociação entre os fazendeiros e indígenas. Ainda de acordo com o líder, foi dado prazo de 24 horas para que o proprietário desocupe a área que faz parte da Terra Indígena Taunay/Ipegue, identificada pela Funai (Fundação Nacional do Índio) desde 2004. 

Neste momento, a PF está reunida na sede da fazenda com as lideranças terenas e os proprietários sobre o impasse. O grupo aguarda a decisão, mas os indígenas disseram que não saem da propriedade e cobram a presença de um representante da Funai (Fundação Nacional do Índio). 

O cacique disse também que tem uma equipe da PM (Polícia Militar) no local dando apoio na segurança para não haver um novo conflito entre fazendeiros e indígenas. 

Os índios terenas retomaram a fazenda na madrugada de sexta-feira (28), o clima ficou tenso entre o fazendeiro e os indígenas. O grupo afirmou a nossa equipe de reportagem que foram recebidos à bala por capatazes da propriedade que tentaram a entrada do grupo. 

Fazenda Santa Maria 

A área da Fazenda Santa Maria do Carmo teve os estudos de identificação concluídos em 2004 e foi reconhecida como de ocupação tradicional indígena e foi enquadrada na Terra Indígena Taunay/Ipegue, com 16 propriedades da região. 

Agora o povo Terena aguarda apenas a autorização do ministro da Justiça. Das 17 áreas que foram identificadas, apenas duas estão ocupadas.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Conselho Municipal dos Direitos e Defesa dos ìndios elege dois representantes para o Comitê Gestor da Funai de Campo Grande - MS

28/11/2014             15:00



 Na 116ª sessão extraordinária do CMDDI - Conselho Municipal dos Direitos e Defesa dos Povos Índigenas de Campo Grande ocorrida ontem as 14:00 na sede do Planurb, os conselheiros (as) indígenas após a abertura dos  trabalhos fizeram explanações sobre o tema que contou com a presença da Coordenadora da Funai Beatriz Lisboa, que falou aos presentes o objetivo e a importância do Comitê Gestor de forma bem sucinta, devido ao fato de já ter feito as explanações pertinentes ao tema na sessão anterior. 



Após ter sido todas as duvidas e questionamentos sanadas pelo pleno o vice presidente Vanio Lara que presidiu esta sessão abriu a votação  de carater nominal devido ao fato de estar sendo gravadas e posteriormente transcrita para uma ata, após todos os conselheiros (as) terem votados, seguiu - se a contagem dos votos com os seguintes resultados: Sander Barbosa 13 votos, Elisangela Candelaria 08 votos e Silvana 05 votos.



Ficou definido assim, Titular -Sander Barbosa  e Suplente - Elisangela Candelaria que irão representar os povos indigenas em contexto urbano  junto ao comitê Gestor da Fundação nacional do Indio - Funai -  Coordenação Regional de Campo Grande - MS.




A ata desta sessão será encaminhada a coordenação regional da Funai para posterior encaminhamentos legais.

Estiveram prestigiando esta sessão o Sub-coordenador de assuntos Indigena Agnaldo Arruda, representantes do Jardim Inápolis, senhor Josué representando o acampamento estrela do amanhã situado no Jardim Noroeste, entre outros presentes.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Kangwaá - Cantando para Nhanderú

25/11/2014                 14:33 

Por; Sander Barbosa Pereira

Projeto desenvolvido junto aos indígenas Tupi-Guarani das aldeias Bananal, Nhamandu Mirim e Piaçaguera do Litoral Sul e São Paulo. 

 Direção: Felipe Scapino e Toninho Macedo




Imagens: Felipe Scapino, Diogo Scapino e Eros de Nardi
Produção: Jackson Ricarte e Vania Coverloni
Edição: Felipe Scapino
Finalização: Vanessa Melo
Fotos: Reinaldo Meneguim
Realizacão: Abaçaí Cultura e Arte

domingo, 23 de novembro de 2014

Quem São


23/11/2014            23:11

Por; Sander Barbosa Pereira



POVOS ÍNDIGENAS POR REGIÕES DO NOSSO BRASIL


Desde 1500 até a década de 1970 a população indígena brasileira decresceu acentuadamente e muitos povos foram extintos. O desaparecimento dos povos indígenas passou a ser visto como uma contingência histórica, algo a ser lamentado, porém inevitável. 

No entanto, este quadro começou a dar sinais de mudança nas últimas décadas do século passado. A partir de 1991, o IBGE incluiu os indígenas no censo demográfico nacional. O contingente de brasileiros que se considerava indígena cresceu 150% na década de 90. O ritmo de crescimento foi quase seis vezes maior que o da população em geral. 

O percentual de indígenas em relação à população total brasileira saltou de 0,2% em 1991 para 0,4% em 2000, totalizando 734 mil pessoas. Houve um aumento anual de 10,8% da população, a maior taxa de crescimento dentre todas as categorias, quando a média total de crescimento foi de 1,6%.


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Um dado importante foi o aumento da proporção de indígenas urbanizados.

A atual população indígena brasileira, segundo resultados preliminares do Censo Demográfico realizado pelo IBGE em 2010, é de 817.963 indígenas, dos quais 502.783 vivem na zona rural e 315.180 habitam as zonas urbanas brasileiras. Este Censo revelou que em todos os Estados da Federação, inclusive do Distrito Federal, há populações indígenas. A Funai também registra 69 referências de índios ainda não contatados, além de existirem grupos que estão requerendo o reconhecimento de sua condição indígena junto ao órgão federal indigenista.


>>FORAM REGISTRADAS NO PAÍS 274 LÍNGUAS INDÍGENAS<<


Com relação às 274 línguas faladas, o censo demonstrou que cerca de 17,5% da população indígena não fala a língua portuguesa.

Esta população, em sua grande maioria, vem enfrentando uma acelerada e complexa transformação social, necessitando buscar novas respostas para a sua sobrevivência física e cultural e garantir às próximas gerações melhor qualidade de vida. 

As comunidades indígenas vêm enfrentando problemas concretos, tais como invasões e degradações territoriais e ambientais, exploração sexual, aliciamento e uso de drogas, exploração de trabalho, inclusive infantil, mendicância, êxodo desordenado causando grande concentração de indígenas nas cidades.

Hoje, segundo dados do censo do IBGE realizado em 2010, a população brasileira soma 190.755.799 milhões de pessoas. Ainda segundo o censo, 817.963 mil são indígenas, representando 305 diferentes etnias. Foram registradas no país 274 línguas indígenas.

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 Os Povos Indígenas estão presentes nas cinco regiões do Brasil, sendo que a região Norte é aquela que concentra o maior número de indivíduos, 305.873 mil, sendo aproximadamente 37,4% do total.



Na região Norte o estado com o maior número de indígenas é o Amazonas representando 55% do total da região.

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 Os povos indígenas estão presentes tanto na área rural quanto na área urbana. Sendo que, cerca de 61% dos indígenas estão concentrados na área rural. A região que concentra a maior população em números absolutos é a região nordeste com 106.150 mil indígenas.

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A região nordeste conta com cerca de 25,5% da população e possui no estado da Bahia a maior concentração de indígenas.

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A terceira região com maior concentração de indígenas é a região Centro-Oeste. Sendo que o estado do Mato Grosso do Sul concentra 56% da população da região.




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As regiões com menor número de indígenas são a Sudeste e a Sul, nessa ordem, sendo São Paulo no Sudeste e o Rio Grande do Sul no Sul os estados com maior número de indígenas em suas regiões.

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O povo Tikuna, residente no Amazonas, em números absolutos, foi o que apresentou o maior número de falantes e consequentemente a maior população. 

Em segundo lugar, em número de indígenas, ficou o povo Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul e em terceiro lugar os Kaingang da região Sul do Brasil.

Fonte: Funai

sábado, 15 de novembro de 2014

PROCLAMAÇÃO DA REPUBLICA DO BRASIL


15 de Novembro de 2014 


Por; Sander Barbosa Pereira



A Proclamação da República Brasileira foi um levante político-militar ocorrido em 15 de novembro de 1889 que instaurou a forma republicana federativa presidencialista de governo no Brasil, derrubando a monarquia constitucional parlamentarista do Império do Brasil e, por conseguinte, pondo fim à soberania do imperador D. Pedro II. Foi, então, proclamada a República do Brasil. 

A proclamação ocorreu na Praça da Aclamação (atual Praça da República), na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil, quando um grupo de militares do exército brasileiro, liderados pelo marechal Manuel Deodoro da Fonseca, destituiu o imperador e assumiu o poder no país. Foi instituído, naquele mesmo dia 15, um governo provisório republicano. 

Faziam parte, desse governo, organizado na noite de 15 de novembro de 1889, o marechal Deodoro da Fonseca como presidente da república e chefe do Governo Provisório; o marechal Floriano Peixoto como vice-presidente; como ministros, Benjamin Constant Botelho de Magalhães, Quintino Bocaiuva, Rui Barbosa, Campos Sales, Aristides Lobo, Demétrio Ribeiro e o almirante Eduardo Wandenkolk, todos membros regulares da maçonaria brasileira.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Cientistas encontram raro sítio funerário de crianças da Era Glacial no Alasca

12/11/2014                             11:19 

Por Reuters


As covas datam de cerca de 11.500 anos atrás e fornecem uma nova perspectiva sobre os rituais funerários das antigas tribos 


Arqueólogos trabalhando no interior remoto do Alasca descobriram a cova de uma criança e de um feto da Era Glacial, os quais, acredita-se, sejam os restos mortais mais jovens encontrados nas Américas que datam desse período.
AP Membros da equipe de campo acompanham os professores da Universidade do Alasca Ben Potter e Josh Reuther escavarem túmulos no Alasca (11/11) 

As covas, encontradas debaixo de restos cremados de uma outra criança da Era Glacial, datam de cerca de 11.500 anos atrás e fornecem uma nova perspectiva sobre os rituais funerários das pessoas que viviam nesse local durante o período. 

Os esqueletos, em grande parte completos, foram descobertos em um poço circular com alguns objetos, como quatro chifres e dois projéteis de ponta de pedra, todos decorados com ocres vermelhos, de acordo com pesquisa realizada no ano passado pela equipe do antropólogo Ben Potter, da Universidade do Alasca. 

Em um artigo publicado nesta segunda-feira no periódico oficial da Academia Nacional de Ciências, a equipe disse que as análises dentárias e ósseas indicavam que um dos esqueletos era uma criança que morreu pouco após o nascimento, enquanto o outro era um feto de estágio avançado. 

Acredita-se que sejam os indivíduos mais jovens do fim do Pleistoceno conhecidos nas Américas, disse o artigo, assim como o único funeral pré-natal conhecido no continente que data desse período. 

Os dois restos mortais, cuja estimativa é que sejam do sexto feminino, foram encontrados a cerca de 40 centímetros abaixo dos restos cremados de uma criança de 3 anos de idade que haviam sido anteriormente escavados pela equipe durante trabalhos no local em 2010. 

"As duas crianças com objetos funerários associados, e uma terceira criança cremada, representam os restos mortais humanos mais jovens do subártico da América do Norte, e fornecem evidências de novos comportamentos mortuários do fim da última Era Glacial", escreveram os autores. 

A equipe disse que o sítio compartilha as características de outras covas do mesmo período. Os arqueólogos acreditam que as pontas de pedra antes estavam unidas aos chifres a fim de fazer ferramentas ou armas, e podem refletir a importância dos implementos de caça na cerimônia funerária. 

Mas eles também disseram ter notado a predominância de peixe e pequenos vestígios de caça no local.

Indígenas e especialistas denunciam atendimento precário nas Casas de Saúde do Índio


12/11/2014                       10:17

AgênciaCâmara/DA 

Em audiência pública sobre as Casas de Saúde do Índio, as chamadas Casais, foram avaliadas as denúncias do Ministério Público Federal sobre a falta de estrutura de atendimento à saúde indígena. 

O tema foi debatido na Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (11). De acordo com as denúncias, foram identificados problemas como goteiras, medicamentos mal armazenados e pessoas com infecções adquiridas na própria casa. 

Também chegaram denúncias de que nessas casas são atendidas, por exemplo, pessoas com doenças respiratórias, diabetes, hipertensão e até câncer. Além dos pacientes, os acompanhantes também são acolhidos, mas muitas Casas de Saúde do Índio não têm infraestrutura. 

Segundo Danielle Cavalcante, da Secretaria Especial da Saúde Indígena do Ministério da Saúde, são 19 mil profissionais em todo o País para cuidar de uma população de 650 mil pessoas. "O maior desafio da atenção básica hoje da saúde indígena é a fixação desses profissionais no território indígena. 

A gente até consegue levar empresas para construir essas estruturas físicas dentro das aldeias, mas algumas aldeias são de muito difícil acesso. Imagine levar estruturas como cimento para construir unidades básicas como da população geral. É muito difícil." O cacique Evaldo da Silva veio de Roraima para Brasília com a filha de 5 anos, que tem leucemia. 

Ele e a família foram acolhidos na Casa de Saúde do Índio que na Capital ainda não tem sede própria. O cacique participou do debate na Câmara e fez um apelo. "A nossa reivindicação é comprar um lugar próprio para que quando, não só o Estado de Roraima, mas de outros Estados onde tem indígena que viesse fazer o tratamento aqui em Brasília, tivesse sua casa própria. 

Isso foi o que cobrei aqui na plenária: para que comprem essa casa onde estamos, porque é um lugar alugado." 

Falta de profissionais 

Outro problema é a falta de profissionais treinados para lidar com a cultura das diversas tribos indígenas. Como explica Maria Elenir Coroaia, que coordena a Casa de Saúde do Índio em Brasília. "Que a gente consiga conhecer a cultura desses povos, de cada povo que venha referenciado para tratamento aqui conosco, parte da língua desse povo, seus mitos, sua história de contato. 

Isso pensando em um profissional de antropologia para nos instrumentalizar, para a gente poder conhecer essa cultura para pensar num cuidado para cada etnia." A atuação de antropólogos nas Casas de Saúde do Índio também é defendida pela deputada Érika Kokay (PT-DF). "É importante que não haja invisibilização dos indígenas que estão em tratamento de saúde. 

Muitas vezes eles são desconsiderados enquanto pessoas. O tratamento, os diagnósticos dos profissionais da Casai são esquecidos e ignorados." 

A deputada Érika Kokay afirmou ainda que na próxima semana um grupo de parlamentares deve visitar a Casa de Saúde do Índio de Brasília. 

A ideia é destinar mais recursos para essas casas por meio de emendas parlamentares ao Orçamento da União.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

ONU pede rapidez em investigação da morte de liderança indígena com 35 facadas em MS


06/11/2014                           18:36

Wendy Tonhati

A ONU (Organização das Nações Unidas) divulgou nesta quinta-feira (6), uma nota pública pedindo rigor e rapidez na investigação do assassinato da liderança indígena Kaiowá Marinalva Manoel, de 28 anos. 



O delegado responsável pelo caso, Edmar Batistela, informou ao Jornal Midiamax, que Marinalva não seria uma liderança, mas de acordo com os órgãos ligados à causa indígena a mulher seria uma das defensoras da demarcação da terra indígena Ñu Porã e integrante do Conselho Guarani-Kaiowá Aty Guasu. 

Na nota, a ONU afirma que Marinalva teria recebido ameaças e que “são evidentes os elementos de feminicídio, assassinato de mulheres por razão de gênero”. Já conforme o delegado responsável pelo caso, o assassinato pode ter motivação passional. 

A organização ainda cita a participação da indígena no dia 15 de outubro, em uma comitiva indígena reunida com representantes do Judiciário em Brasília. A nota é assinada pela Representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman. 

Caso 

Conforme o boletim de ocorrência registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Dourados, a indígena foi encontra na manhã de sábado (1º), na BR-163, sem roupa e com marcas de facadas na região tórax, pescoço, rosto e mão esquerda, que para a polícia significa que a vítima tentou de defender.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Neta de cacique se encontra com Nobel da Paz

03/11/2014                           13:13

 Jojara (com cocar vermelho) em evento de premiação de Malala. 

(Foto: World's Children's Prize)
Ilustre

 Neta de cacique Nizio Gomes, assassinado em 2011 em Mato Grosso do Sul, se encontrou na sexta-feira passada com Malala Yousafzai, ganhadora do Nobel da Paz, 2014. 

A guarani Jojara Gomes esteve também com a rainha Silvia, da Suécia, durante o evento de entrega do prêmio “Crianças do Mundo”

Voz mirim 

Jojara representa a luta das crianças indígenas brasileiras pela dignidade nas aldeias e leva a realidade de Mato Grosso do Sul ao mundo. 

O avô morreu defendendo a demarcação da área indígena Guaiviry, reivindicada pelos guarani kaiowá desde 2004. O território fica entre Ponta Porã e Aral Moreira. Famosos 

Os índios sul-mato-grossenses são destaque mundo afora. 

No mês passado, o astro de Hollywood Leonardo DiCaprio fez questão de tirar fotos com Marcos Terena, representante brasileiro em manifestações antes da cúpula do clima de Nova Iorque.