sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O OLHAR INDÍGENA SOBRE CAMPO GRANDE - MS


27/09/2013           21:40

Por; SANDER BARBOSA PEREIRA


DOCUMENTÁRIO

DE SIDNEY MORAIS DE ALBUQUERQUE TERENA






O documentário aborda a temática indígena em contexto urbano do ponto de vista do cidadão índio, desde a sua chegada a capital de Mato grosso do Sul - Campo Grande, até o presente aniversário de comemoração de 114 anos, completados na data de 26 de agosto de 2013.

Tendo como foco principal dos entrevistados a busca por melhores condições de vida,  o que torna este ponto primordial para o deslocamento na busca de um futuro melhor para os filhos e também as gerações vindouras.

A educação é uma das grandes preocupações, pois a vida na cidade exige essas formações, devido a grande concorrência no mercado de trabalho.

A manutenção da cultura é também motivo de muita luta, pois o choque cultural é fortíssimo e a necessidade de cultuar os rituais, danças e o idioma são desafios que os jovens devem se preparar desde muito cedo.

Os indígenas em contexto urbano reconhecem as dificuldades enfrentadas no seu cotidiano, mas, sentem-se acolhidos por esta bela capital morena que é Campo Grande, formada por diversas raças e segmentos que contribuem para o desenvolvimento tanto econômico quanto cultural.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Capacitação do Senar/MS leva perspectiva de mudança para aldeias de MS

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26/09/2013                   13:30

Assessoria

A possibilidade de mudar a realidade econômica da comunidade através da educação estimulou um grupo de indígenas da etnia Terena, em Aquidauana, a gerar novas oportunidades às crianças das aldeias. Após participar dos cursos de Horticultor Orgânico e Produtor de Mandioca, realizados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MS), alunos destes cursos decidiram transmitir o conhecimento adquirido aos estudantes de escolas das aldeias, visando estimular a profissionalização e garantir o futuro destes jovens. 

Uma dessas pessoas que pretende estimular o aprendizado é a professora Cleide Mara, da Escola Polo Lutuma Dias, localizada na aldeia Cruzeiro. Sua família já trabalhava com horta, mas apenas para consumo próprio. Ao saber da realização do curso de Horticultor Orgânico, a educadora decidiu participar para estimular seus alunos.

"A nossa produção irá ajudar a reforçar a merenda das crianças utilizando nossos próprios recursos. Isso será importante também para o desenvolvimento social e econômico dos pais desses alunos, que também terão mais conhecimento através dos filhos", ressalta Cleide. O projeto terá início em 2014, junto ao começo do ano letivo. Além da professora, outros 58 indígenas das aldeias Cruzeiro e Córrego Seco e 12 alunos do Centro de Assistência Psicossocial Caps - II, receberam seus certificados de conclusão dos cursos na noite desta terça-feira (24). 

A solenidade contou com as presenças da coordenadora da Unidade Educacional do Senar/MS, Maria do Rosário de Almeida, da primeira dama do município, Liliane Trindade, da secretária de Assistência Social, Cinthia Fagundes e da coordenadora do Pronatec no município, Leide Argerin. Para a coordenadora da Unidade Educacional do Senar, Maria do Rosário de Almeida, as informações repassadas nas capacitações serão importantes para toda a comunidade. "Esperamos que façam bom uso do conhecimento adquirido, que será transformador para a vida de todos. Ficamos felizes em saber da dedicação durante todo o curso", avalia. 

Os cursos foram oferecidos por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Durante a solenidade, a coordenadora do Pronatec, Leide Argerin, destacou a importância da educação. "Agradecemos ao empenho de todos os que tornaram esse momento possível. A educação é o símbolo do progresso da civilização e é o maior capital que existe. O conhecimento ninguém poderá tirar de quem se dedicou“, destaca Leide.

Para os alunos, os cursos representam mudança de vida, conforme mostra o relato de Marcilene Gabriel. "A chegada de um curso como este em uma área indígena é algo muito feliz. Precisamos de conhecimentos técnicos para a nossa sobrevivência. A partir do que aprendemos aumentaremos as vendas e mudaremos a nossa realidade". 

Há cerca de um mês, o presidente da associação das aldeias, Aluízio Gonzaga enviou uma carta de agradecimento ao Senar, pela realização dos cursos. Durante a cerimônia de entrega dos certificados, mais uma vez mencionou sua satisfação com as capacitações. "Isso que o Senar e o Pronatec Fizeram foi apenas o começo.  Eles plantaram a semente da mudança. 

Hoje, cada um dos alunos já tem sua horta em casa e em breve os produtos serão inseridos no comércio, além da melhoria na alimentação das aldeias. 

A comunidade indígena espera que mais cursos sejam realizados", revela. Para 2014, mais capacitações serão levadas às aldeias do Estado, sendo que já estão confirmados os cursos de Viveicultor (cultivo de mudas), Operador de Computador e Tratorista. Ainda neste ano, aldeias de mais municípios serão contempladas com os cursos de Horticultor Orgânico nas aldeias Água Branca e Taboquinha, em Nioaque; Produtor de Mandioca, nas aldeias Taboquinha e Brejão, também em Nioaque e ainda Olericultor (plantio de horti-fruti), nas aldeias Jarará e Taquara em Juti.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

O POVO BRASILEIRO

24/09/2013        20:55


Por; SANDER BARBOSA PEREIRA



 DOCUMENTÁRIO

DARCY RIBEIRO







" Para os que chegavam, o mundo em que entravam era a arena dos seus ganhos, em ouro e glórias.

Para os índios que ali estavam, nus na praia, o mundo era um luxo de se viver. Este foi o efeito do encontro fatal que alí se dera.

Ao longo das praias brasileiras de 1500, se defrontaram, pasmos de se verem uns aos outros tal qual eram, " selvageria e civilização".

Suas concepções não só diferentes mas, opostas do mundo, da vida, da morte, do amor se chocaram cruamente.

Os navegantes, barbudos, hirsutos,fedentos, escalavrados de feridas de escorbutos, olhavam o que pareciam ser a inocência e a beleza encarnadas.

Os índios explêndidos de vigor e de beleza, viam ainda mais espasmos, aqueles seres que saíam do mar "


" Darcy Ribeiro é um dos maiores intelectuais que o Brasil já teve.
Não apenas pela alta qualidade do seu trabalho e da sua produção de antropólogo, de educador e de escritor mas, também pela incrível capacidade de viver muitas vidas numa só, enquanto a maioria de nós mal consegue viver uma "

ANTONIO CANDIDO, Folha de São Paulo

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Indígenas ocupam prédio da Sesai por melhores condições de saúde

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18/09/2013                            12:48

LUCIA MOREL E TARYNE ZOTTINO


 foto Foto: Bruno Henrique / Correio do Estado
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Indígenas estão insatisfeitos com atendimento de saúde

Na manhã desta quarta-feira (18), cerca de 30 indígenas, de várias etnias, ocuparam a sede da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), localizada na Via Parque, em Campo Grande - MS. 

Eles reivindicam melhores condições de saúde nas aldeias, afirmando que faltam medicamentos e infraestrutura. 

O tempo da ocupação é indeterminado, de acordo com os índios, que vão tentar se reunir com a coordenação da Sesai para falar sobre o assunto.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Grupo inicia pesquisa para definir valor das terras indígenas em Sidrolândia - MS

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09/09/2013          18:06


Edivaldo Bitencourt

Indígenas chegam para reunião com produtores e técnicos do Governo em Sidrolândia 

(Foto: Divulgação)

 Indígenas chegam para reunião com produtores e técnicos do Governo em Sidrolândia (Foto: Divulgação)

Um grupo de trabalho, formado por técnicos da Agraer (Agência Estadual de Desenvolvimento Agrário) e da SPU (Secretaria do Patrimônio da União), inicia, amanhã (10), os estudos para definir o valor da indenização das terras indígenas da reserva Buriti, em Sidrolândia, a 70 quilômetros. 

O começo do levantamento foi definido em reunião realizada hoje no Centro de Múltiplo Uso em Sidrolândia, que reuniu produtores rurais, índios e os representantes da Agraer, Humberto Maciel, da SPU, Carlos Pussolli Neto, e da Funai (Fundação Nacional do Índio), Marco Aurélio Tosta. 

Eles definiram que o levantamento começa amanhã. No entanto, o grupo de trabalho vai visitar as 31 fazendas a partir de segunda-feira. Eles deverão concluir o levantamento em novembro deste ano. 

Este levantamento vai estabelecer o preço das áreas, incluindo a terra nua e benfeitorias. Estima-se que a área pode custar em torno de R$ 150 milhões. No entanto, índios e produtores rurais estão céticos sobre o resultado do grupo criado pela presidente Dilma Roussff (PT) para solucionar o problema da luta pela terra na Reserva Buriti. 

Jânio Geraldo, representante dos índios, disse que o grupo está cansado de enrolação da União. No entanto, eles não querem mais a morte de nenhum indígena na luta pela terra, como aconteceu com Oziel Gabriel Alves, no dia 30 de maio deste ano, quando houve confronto com a polícia durante a desocupação. 

Já os produtores temem a falta de dinheiro pelo Governo federal, como foi apresentado pelo produtor rural Lincon Curado. Os índios ameaçam bloquear a BR-163, entre Campo Grande e Bandeirantes, caso a situação não chegue a uma resolução definitiva.

sábado, 7 de setembro de 2013

Profissionais se inscrevem no Mais Médicos para atender índios e quilombolas

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07/09/2013      20:40

Ministério da Saúde (Informe Publicitário )

A primeira etapa de seleção teve a adesão de 1.618 profissionais, que vão trabalhar em 579 municípios e 18 Distritos Sanitários especiais indígenas.

Ministério da Saúde -   Mais Médicos atenderá índios

O programa  Mais Médicos do governo federal contou com a adesão de profissionais com vontade de conhecer diferentes culturas, ter novas experiências de trabalho e oferecer um melhor atendimento aos pacientes. É o caso da sanitarista Marta Damasco, de 50 anos. 

Nascida no Rio de Janeiro e moradora de Brasília, ela decidiu participar da iniciativa para atender a população do município de Cavalcante, no interior de Goiás, e, ao mesmo tempo, realizar uma pesquisa em antropologia médica sobre as comunidades quilombolas da região. “Além de poder ajudar a população do município, pretendo estudar os hábitos de vida e hábitos alimentares dos quilombolas. 

Acho que tenho muito a contribuir”, afirma. A médica, que já trabalhou na periferia do Rio de Janeiro – Complexo da Maré e Morro do Borel – acredita que a humanização do atendimento é fundamental. 

“A população precisa de tecnologia, medicamentos, hospitais. Mas a tecnologia social é também muito importante, além de mais barata. Ao se aproximar das pessoas, conhecer os hábitos de vida delas, você pode ajudar muito mais”, diz. 

O desejo de melhorar a saúde da população é compartilhado pelo médico Elton dos Santos. Ele optou por trabalhar no Distrito Sanitário Especial Indígena Médio Rio Purus, que fica em Labrea, no interior do Amazonas, próximo à divisa com Acre e Rondônia. Segundo o médico, a expectativa para início do trabalho é muito boa. “Acredito que vamos melhorar o atendimento. Os indígenas merecem”, afirma. 

No distrito, a etnia predominante é a Apurinã, com pouco mais da metade da população total. Mas Santos já atendeu integrantes de diversas tribos indígenas. Especialista em saúde da família e psiquiatria, ele conta que entrou no programa para melhorar as condições de vida dos índios – mesmo motivo que o levou, 15 anos atrás, a sair de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, para trabalhar em municípios do interior amazonense, como Humaitá e Tapauá. 

Homologação

A primeira etapa de seleção do programa Mais Médicos teve a adesão de 1.618 profissionais, que vão trabalhar em 579 municípios e 18 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). 

Nesse grupo, há 1.096 médicos que já atuam no Brasil, 358 estrangeiros e 164 brasileiros graduados no exterior. Os profissionais vão atender cerca de 6,5 milhões de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A maior parte (67,3%) das regiões onde os médicos vão trabalhar está em áreas de extrema pobreza e distritos de saúde indígena. 

Os demais (32,7%) irão atuar em periferias de capitais e regiões metropolitanas.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Índio é morto em área de conflito na Bahia

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04/09/2013    20:34

Por Agência Brasil     


Segundo testemunhas, Dilson “Cipó”, é mais uma das vítimas do conflito fundiário com produtores rurais Um índio tupinambá foi encontrado morto na madrugada desta terça-feira (3) em uma comunidade entre as cidades de Ilhéus e Una, no sul da Bahia. 

A morte foi confirmada à Agência Brasil por uma das lideranças da aldeia onde o índio vivia e pela Fundação Nacional do Índio (Funai), mas ambos demonstraram ainda não ter certeza sobre o que de fato ocorreu. Em nota, a Funai informou que o índio morreu em “circunstâncias ainda não esclarecidas” e que está aguardando o resultado da perícia para poder se manifestar sobre o assunto.

Uma equipe de técnicos da fundação indigenista vinculada ao Ministério da Justiça foi enviada hoje (4) para acompanhar e dar assistência aos indígenas. A Polícia Federal (PF) está apurando o caso, mas a reportagem não conseguiu falar com os responsáveis pela delegacia federal em Ilhéus. 

Pascoal Pedro de Souza, uma das lideranças da Aldeia Indígena Serra das Trempe, diz que, segundo testemunhas, Dilson “Cipó”, como o índio morto era conhecido, é mais uma das vítimas do conflito fundiário que tem gerado confrontos entre índios e produtores rurais. 

Índios cobram de ministros mais agilidade na criação de terras indígenas

“Ele morreu ontem de madrugada. O Dilson estava com o Régis [outro índio] em uma fazenda ocupada no domingo [4] quando, segundo as testemunhas, começaram os tiros. O Régis foi atingido de raspão no braço e conseguiu correr. O Dilson não”, disse Souza, a partir do relato do próprio Régis e de outros índios que se encontravam na aldeia no momento da ocorrência. 

“O Régis diz que, no escuro, não conseguiu ver de onde vinham os tiros. Já pedimos providências à Funai e acionamos a PF”, disse Souza, acrescentando que a vítima tinha mulher e duas filhas e que, vindo de Porto Seguro, onde também tinha parentes, havia se reunido ao movimento indígena, no sul da Bahia, há cerca de quatro meses. 

Localizada a cerca de 462 quilômetros de Salvador (BA), Ilhéus fica na região conhecida como Serra do Padeiro, onde, nos últimos meses, índios ocuparam várias propriedades rurais. O foco maior do conflito está na cidade de Buerarema, mas há também fazendas ocupadas em Una e em São José da Vitória, além de Ilhéus. Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), os índios tomaram posse de 80% da área que eles reivindicam como território tradicional. 

As ocupações, que os índios classificam como “retomada do território sagrado”, foi a forma encontrada pelos tupinambás para exigir do governo federal a conclusão do processo de demarcação da Terra Indígena Tupinambá de Olivença. 

A área de 47.376 hectares (um hectare corresponde a 10 mil metros quadrados, o equivalente a um campo de futebol oficial) foi delimitada pela Funai em 2009. Desde então, os índios cobram que o Ministério da Justiça expeça a portaria declaratória, reconhecendo-a como território tradicional indígena. Feito isso, ainda será preciso aguardar que a Presidência da República homologue a área. 

Na mesma região, segundo a PF, um trabalhador rural foi atingido por um tiro na coluna durante uma ocupação indígena a uma fazenda no sul da Bahia, nessa segunda-feira (2). No Hospital de Base de Itabuna, para onde ele foi levado, foi diagnosticado que ele teve uma vértebra seccionada, com lesão na coluna, e corre o risco de ficar paraplégico. 

No último sábado (29), a Justiça Federal suspendeu nove liminares favoráveis a fazendeiros da região, autorizando os índios que haviam ocupado as propriedades a permanecerem nas áreas. A decisão acirrou ainda mais o clima de tensão na região.