sexta-feira, 27 de março de 2015

Programa Vale Universidade Indígena divulga lista de habilitados em processo

27/03/2015               14:10

Flávia Lima

O Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (27) divulgou a relação completa dos habilitados no processo seletivo 2015 do Programa Vale Universidade Indígena (PVUI).

É importante observar a data e a hora especificadas na publicação para comparecer no endereço indicado e assinar o Termo de Compromisso.


Programa já atendeu mais de 800 acadêmicos desde 2007. (Foto:Divulgação)




No dia da assinatura o acadêmico habilitado deverá levar documento oficial que comprove abertura de conta bancária contendo número da agência e conta, obrigatoriamente no Banco do Brasil. 

O acadêmico que não comparecer no dia destinado a assinatura de termos, será automaticamente desclassificado do processo seletivo 2015.

Vale Universidade Indígena
O PVUI tem como objetivo auxiliar o acadêmico da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), por meio de uma auxilio financeiro no valor de R$ 300,00 mensais, mais vale-transporte e a possibilidade de experiências profissionais por meio de atividades desenvolvidas em órgãos da administração pública federal, estadual e municipais, além de organizações não governamentais. 
O programa começou a ser executado em 2007 e já atendeu a mais de 800 acadêmicos.



Para conferir a lista de selecionados, basta acessar o endereço Abaixo

quarta-feira, 25 de março de 2015

Saúde Indígena em risco



25/03/2015                            13:25

Sem piso e sem porta: vídeo mostra atendimento no 'pior posto de saúde de MS'


Profissionais de saúde e pacientes convivem com 'obra sem fim'

Os cidadãos que moram na Aldeia Panambizinho, em Dourados, a 227 quilômetros de Campo Grande, recebem atendimento de saúde pública no 'pior posto de saúde de Mato Grosso do Sul'. A denúncia é dos moradores, na maioria, índios da etnia Kaiowá, e foi levada até uma vereadora da segunda maior cidade sul-mato-grossense, que levou o problema até o Ministério Público e a Prefeitura.

Segundo Virgínia Magrini (PP), a situação da unidade de saúde é 'inimaginável mas real'. Em vídeo, ela registrou a estrutura precária das instalações. O local oferece atendimento em salas sem piso, com banheiros sem portas e ambiente considerado insalubre pelos profissionais de saúde e pelos pacientes.
"É uma obra inacabada, mas tem um posto de saúde funcionando". Segundo Magrini, desde 2011 a unidade está em obras de uma 'reforma que nunca acaba'.

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 De acordo com a vereadora, a obra estaria orçada em R$ 182 mil, com aprovação ainda em 2010. Ela protocolou requerimento no Ministério Público e diz que levara o problema à Secretaria Municipal de Saúde de Dourados.
O jornal entrou em contato com a prefeitura de Dourados e aguarda respostas quanto ao suporte do Poder Público Municipal, pela Secretaria de Saúde ao respectivo posto.

domingo, 15 de março de 2015

Crianças indígenas aprendem com mestres pinturas e histórias que são relíquias

15/03/2015        10:20
Elverson Cardozo
Transmitir conhecimento por meio de livros didáticos é prática comum na maioria das escolas, mas quando a história não está documentada, talvez não como deveria, é preciso recorrer a outros métodos. 
Ancião ensina menino os segredos da pintura Terena. (Foto: Reprodução/Youtube)

Alunos indígenas que moram na Aldeia Ipegue, em Aquidauana, a 135 quilômetros de Campo Grande, tem a oportunidade de aprender algumas coisas diretamente com os mestres.
No final do ano passado, por exemplo, um grupo de aproximadamente 250 estudantes, da educação infantil ao ensino médio, participaram de uma oficina de pintura corporal Terena, ministrada por anciões, professores dessa arte, que ensinam as novas gerações na prática.
O encontro, que atraiu acadêmicos indígenas e moradores da comunidade local, foi apenas uma das ações desenvolvidas na Escola Municipal Feliciano Pio, que fica em Aquidauana. A oficina faz parte do projeto “KoxunákopotiVitúkeov” (Reafirmando Nossa Identidade), desenvolvido pela professora e diretora Mariana Alexandra da Silva, em parceria com o agente administrativo do colégio, ElcineyPaizFlores.
Os anciões, que são moradores da aldeia, ensinaram o passo-a-passo da arte na própria escola. Em vídeo divulgado no Youtube, um deles aparece pintando um garoto no rosto, peito, pulsos, barriga e nos pés, com tintas que, em um primeiro olhar, lembram argilas. Eles usaram, explica Edney, materiais encontrados na própria reserva.


Material utilizado na pintura. (Foto: Divulgação)





















Valorização da cultura

As crianças que participaram da oficina realizaram, depois, uma apresentação de dança usando a pintura tradicional. Na ocasião, mestres passaram os significados de cada passo e movimento da coreografia.
Mas não teve só isso. “Foram realizadas outras atividades que estavam previstas no "II Koxunákopoti Vitúkeov", que teve como enfoque principal a valorização da cultura Terena da Aldeia Ipegue”, comenta.
Edney reforça que o objetivo do projeto é mostrar a riqueza que a comunidade possui e as histórias que, nas palavras dele, são relíquias e, de fato, não estão presentes nos livros didáticos.
A intenção é, também, reconhecer as “várias lideranças que lutaram e resistiram bravamente durante todo o tempo, mantendo e preservando a língua, cultura, dança, pintura, os mitos e toda a sabedoria” que hoje está presente em vários campos da ciência.
“Estamos trabalhando para que sempre se realize projeto dessa natureza, seja na escola ou na comunidade local”, afirma, ao dizer que eventos assim acontecem com frequência e sempre são promovidos por indígenas.
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