terça-feira, 13 de maio de 2014

Acampamento indígena da vila bordon demonstra força e resistência na manutenção de suas culturas


13/05/2014          13:00

Por; Sander Barbosa Pereira


Na busca de sempre alcançar melhores condições de bem estar a comunidade indígena da vila Bordon situada ao lado de um frigorifico que anteriormente chamava-se Bordon. 

Não tendo mais condições de pagar aluguel ocuparam este local para ali erguerem suas moradias juntamente com seus familiares. 

Grande parte destas famílias se deslocaram de um outro núcleo indígena do bairro Santa Monica próximo dali. 

Os  lideres destas comunidades, Rotenio Mariano e Luciane Dias esperam com muita confiança que o poder público possa resolver as questões de moradias para beneficiar estas famílias que aguardam ansiosamente.

No video acima os indígenas vivem um breve intervalo entre a árdua luta de manter a cultura original e tradicional em meio ao contexto urbano com a perspectiva de grandes avanços nas politicas publicas de moradias, saúde, educação e geração de rendas entre outras.....

VER FOTOS NO LINK ABAIXO.


segunda-feira, 12 de maio de 2014

Programa incentiva produção de hortaliças em aldeias urbanas

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12/05/2014           09:40

 Kleber Clajus


Prefeito participou de lançamento das hortas comunitárias indígenas na Aldeia Água Bonita (Foto: Kleber Clajus)
Quatro aldeias indígenas urbanas passam a receber, a partir deste domingo (11), incentivo para a produção de hortaliças através do Programa Mesa Mais Verde, coordenador pela SAS (Secretaria Municipal de Ações e Assistência Social), em Campo Grande. A iniciativa pretende trabalhar a educação ambiental, bem como segurança alimentar nas comunidades.

De acordo com a assessora técnica de políticas públicas da SAS, Rosilene Gisoato, o programa será desenvolvido em parceria com a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) e pretende estimular os indígenas a produzir para consumo próprio, troca e venda das hortaliças. 

Na primeira etapa, foram distribuídos 17 kits com sementes, adubo e mudas para famílias da Aldeia Água Bonita. A entrega foi realizada pelo prefeito Gilmar Olarte (PP), durante as comemorações de 12 anos de criação da comunidade, que reúne indígenas das etnias terena, kaiowá, guató, guarani e kadiwéu.

O casal Flauzino e Albertina Candido, de 80 e 66 anos, foram os primeiros a preparar a terra para o início da horta comunitária. Ambos mudaram para a Água Bonita em 2004, vindo de Aquidauana e já estruturam uma casa improvisada no terreno com árvores de caju, pequi e canteiros de alface.

“Fico feliz com essa ajuda porque é difícil comprar sementes e adubo”, admitiu Albertina. Também beneficiado pelo programa, o operador de máquinas agrícolas, Alder Romeiro Larreia, 33 anos, ressaltou que 60% das hortas estão estruturadas e irão ajudar no desenvolvimento da comunidade.

domingo, 11 de maio de 2014

Em aniversário de aldeia, Olarte anuncia coordenadoria indígena

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11/05/2014                 16:30

  Kleber Clajus



Prefeito anunciou órgão para atender demandas indígenas durante evento em aldeia no Tarsila do Amaral (Foto: Cleber Gellio)
O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), aproveitou o aniversário de 12 anos da aldeia Água Bonita para anunciar, neste domingo (11), que irá criar a Coordenadoria Municipal dos Assuntos Indígenas. 

A medida pretende ampliar o atendimento as demandas por moradia, saúde, educação e infraestrutura nas comunidades, além de buscar financiamento federal para as obras. “A coordenadoria indígena facilita porque será possível mapear as necessidades mais urgentes”, pontuou Olarte. 

Para compor o órgão, vinculado ao gabinete do prefeito, já existem três nomes, sendo dois de liderança terena e um guarani. 

A nomeação está prevista para a próxima semana. Como principal demanda entre as aldeias urbanas da Capital estão à construção de moradias, seguida da necessidade de melhor atendimento de educação, saúde e infraestrutura. 

 Na Darcy Ribeiro, no Noroeste, são 50 famílias aguardando para trocar barracos improvisados por casas. 

Já na Água Bonita, no Tarsila do Amaral, o número salta para 128 famílias. O cacique Nito Nelson ressalta que, no segundo caso, a construção de moradias vai exigir novo projeto de zoneamento urbano e regularização da área, que hoje pertence ao Governo do Estado. 

De acordo com Olarte, a negociação está avançada, além de prever para quatro meses a conclusão de estudos necessários para o prolongamento da área urbana. “Já tivemos uma conversa com as lideranças indígenas e os deputados estaduais Laerte Tetila (PT) e Carlos Marun (PMDB) para promover a construção das casas, mas precisa mexer no zoneamento e infraestrutura antes”, comentou o progressista, que busca recursos com a bancada federal na quarta-feira (14). 

Quanto à educação e saúde, o presidente do CMDDI (Conselho Municipal de Defesa dos Direitos Indígenas), Eduardo Barbosa, cobrou construção de uma escola indígena e abertura de postos de saúde 24 horas próximos às comunidades. 

A vereadora Thaís Helena representou a Câmara Municipal durante o evento, que também homenageou as mães da Água Bonita