segunda-feira, 6 de maio de 2013

Centenas de indígenas mantêm servidores públicos presos para exigir melhorias

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06/05/2013              17:13

Graziela Rezende

Dezenas de servidores públicos estão retidos por centenas de indígenas pertencentes à Aldeia Porto Lindo, em Japorã, distante a 470 quilômetros da Capital. Eles estão com o corpo pintado e arco e flecha, deixando ainda mais tenso o clima na região.
 
Os reféns participavam da 5ª Conferência de Saúde no município, na manhã desta segunda-feira (6), a portas fechadas, quando ao término foram obrigados a permanecer no local até a comunidade ter as suas reivindicações atendidas.
 
Segundo o marido de uma enfermeira presa no local, os indígenas disseram que "não serão violentos, porém querem uma posição sobre a construção de escolas, postos de saúde e o abastecimento de água de qualidade na região". Em meio ao tumulto, a Força Nacional e a Polícia Federal foram acionadas e estão a caminho.
 
Os servidores pertencem a Funasa/MS (Fundação Nacional de Saúde) e a Sesai/MS (Secretaria Especial de Saúde Indígena) e a comunidade indígena possui ao todo três mil pessoas. O Midiamax entrou em contato com o secretário de saúde de Japorã, Paulo Franzotti, e ele ressaltou que os funcionários da comunicação foram ao local e que aguardava o requerimento da sua presença para verificar o que será exigido por parte do Poder Público Municipal.
 
"O posicionamento do prefeito e o nosso foi contrário à conferência, principalmente porque necessitamos de mais informação para realizar o evento. Porém, conforme eles pediram, oferecemos toda a estrutura para a realização do evento e agora aguardo o pedido da minha presença para negociar com os manifestantes", finalizou o secretário de saúde.
 
No local, um indígena ressaltou que somente as negociações terão andamento quando autoridades de Campo Grande comparecerem ao local. Eles ainda chamarão o restante da comunidade, para mostrar a indignação dos três mil indígenas.
 
"Queremos saber porque os recursos da saúde nunca chegam aqui, já que faltam remédios e os encaminhamentos médicos demoram demais, causando até mortes em alguns casos", finaliza o indígena.

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