segunda-feira, 30 de abril de 2012

TV Brasil Pantanal exibe documentário sobre aldeias urbanas de Campo Grande

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 30/04/2012         21:00

 Karina Lima


 Divulgação Campo Grande (MS)



 Nesta segunda-feira (30) a TV Brasil Pantanal exibe o documentário “Aldeia Urbana”, que retrata parte do cotidiano das comunidades indígenas de Campo Grande. O programa será exibido às 19h30, com reprise no dia 4 de maio, sexta-feira, também às 19h30. 

 Mato Grosso do Sul tem a segunda maior população indígena do País, com mais de 70 mil índios. Em busca de melhores condições de vida, muitas famílias deixam as aldeias e se mudam para a cidade. A estimativa é que em Campo Grande vivam atualmente mais de 10 mil índios de diversas etnias.

 Para entender melhor como vivem as essas famílias indígenas, uma equipe da TV Brasil Pantanal visitou três aldeias urbanas: Marçal de Souza, Darcy Ribeiro e Água Bonita, além do loteamento no bairro Noroeste. Foram ouvidos, ainda, alguns indígenas que residem em outros bairros, professores e historiadores de Campo Grande. A Marçal de Souza foi a primeira Aldeia Urbana do País, conquistada depois de muita luta dos índios terena. Quem relembra a história é Enir Bezerra, cacique da Aldeia. 

Ela conta as dificuldades enfrentadas pelos moradores até hoje, principalmente para se inserirem no mercado de trabalho. “Os índios não estão preparados para morar na cidade”, declara Enir Bezerra, a primeira cacique mulher do Estado. Por outro lado, uma grande conquista das famílias da Marçal de Souza foi a criação de uma escola com educação diferenciada, com o ensino da cultura e da língua terena.

 No especial foram ouvidos os professores e a diretora da Escola Sulivan Silvestre de Oliveira. “Neste mundo globalizado não tem mais como o índio viver isolado. O papel da escola é valorizar a cultura deste povo e ajudá-lo a viver na cidade, sem perder as suas raízes”, afirma Itamar Jorge Pereira, professor da língua terena. 

 O especial tem a trilha sonora do primeiro grupo de rap indígena do País, o Brô MC's, de Dourados. A reportagem é da jornalista Lucilene Bigatão, com imagens de Márcio Acunha, produção de Luciene Tanno e edição de Carlos Dielh. 

A primeira exibição de “Aldeia Urbana” será no dia 30 de abril, às 19h30, com reprise no dia 4 de maio (sexta-feira) também às 19h30, pela TV Brasil Pantanal, Canal 4 (TV aberta) e pelo canal 15 na NET. Aldeia Urbana Exibição: 30 de abril – 19h30 Reprise: 04 de maio – 9h30 TV Brasil Pantanal – Canal 4 (TV aberta) - Canal 15 na NET

sábado, 28 de abril de 2012

III semana do índio promovida pela COPAI/OAB/MS encerrou hoje

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28/04/2012                   15:47

por, Sander Barbosa Pereira


Neste ultimo dia da III semana do índio os debates continuaram no ritmo dos dias anteriores, carregados de muita energia e com certa dose de emoção por parte dos palestrantes, dentro deste contexto a professora de direito internacional senhora Ana Paula em sua palestra falou da existência dos tratados e convenções internacionais e entre elas a 169 da OIT - organização internacional do trabalho, reforçou que estes mecanismos devem ser respeitados e vivenciados na sua essência, pois isso garante os princípios da Universalidade.

Profª Ana aula

Citou uma frase que reflete este momento atual das questões indígenas que diz : " para conhecer o outro e respeitar às diferanças é preciso vestir a pele do outro ".

Representando a FUNAI - fundação nacional do índio senhora Beatriz, fez um relato sobre o papel da funai, falando das recentes e antigas práticas e transformações ao longo dos tempos na defesa dos índios, enfatizou ainda as dificuldades de ações que as vezes são barradas por questões estruturais ou técnicas.

Ana Beatriz -  FUNAI/CG

Finalizou reforçando  que os sucessos que podem ocorrer depende em muito de um arco de parcerias com outras instituições ou seja, as somas de esforços.

Em tempo temos qne  destacar as pessoas que fizeram a tradução da linguagem de sinais - LIBRAS durante os três dias e que isso também foi um dos momentos de muita emoção.


Profª Shirley - linguagem de sinais - LIBRAS

Ao final do evento o Drº Marcus Ruiz fez a leitura da carta da III semana do índio a qual será encaminhada aos orgãos competentes.


Drº Marcus Ruiz - fazendo a leitura da carta


 Na sequência a Drª Samia agradeceu muito aos presentes nestes (03) três dias assim como os memros da COPAI e a diretora do Museu da Cultura indígena senhora Yvone brandão pela cedência do espaço que abrigou os debates e palestras.

Drª Samia ao encerramento do evento fazendo os agradecimentos finais da III semana do índio








No segundo dia da III semana do índio palestrantes se emocionam ao lembrar de momentos marcantes das lutas indígenas

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27/04/2012    23:49

por, Sander Barbosa Pereira

O segundo dia da III semana do índio promovido pela Copai/OAB/MS, foi marcado pela emoção nos discursos dos palestrantes ao se referirem aos indígenas e seus sofrimentos frente às violências a que são submetidos diariamente.

Em sua palestra a professora e doutora em história Vanderléa Paes mostrou um histórico da situação dos índios que moram nas áreas urbanas de Campo grande e do Chile e fez comparações destas duas realidades que se assemelham muito entre os temas como: Desemprego,moradias, educação, além de mostrar o censo demográfico do êxodo indígena para os grandes centros e apontar que são devido à problemas como: Falta de terra, levados pelos país, melhor qualidade de vida assim como outros.

Na sequência a palestrante  doutora Tatiana Ujacow  fez uma abordagem sobre os kaiowás da região de Dourados e suas condições consideradas desumanas aos olhos de uma sociedade que não os vêem ou seja vivem de forma invisível, falou das dificuldades que os índios enfrentam em dourados e da sua tristezas ao ver os indígenas revirando lixos na busca de um pedaço de pão ou outro alimento que possam levar para casa. 



Fez a leitura de um livro de sua autoria chamado de O direito ao pão novo. Neste livro ela destaca que o direito significa avanços e conquistas aos direitos ou seja ao novo, fortalecimento dos direitos difusos e coletivos amparados pelos artigos 231 e 232  da constituição federal de 88.



Doutora Samia Barbieri  em sua palestra focou em suas experiências com os índios urbanos de Campo Grande  e suas trajetórias na Copai/MS onde acompanha as denuncias de violações dos direitos indígenas. 






Citou o caso da indígena terena da aldeia cachoeirinha no município de Miranda/MS, onde o ônibus lotado de alunos sofreu um brutal ataque com o uso de coquetel molotove que explodiu e atingiu com maior gravidade a indigena Lurdisvone pires que veio a falecer meses depois na Santa casa de Campo grande.

Muito emocionada disse " aquele momento ficou marcado para sempre em minha memória"



Nos momentos finais onde se abriu para os debates o senhor Eduardo Kaiowá fez o uso da palavra para dizer do grande preconceito que os indígenas ainda sofrem no mercado de trabalho e relatou aos presentes que ele próprio foi vitima de preconceito quando buscava um emprego de contador numa empresa, não conseguiu o emprego pelo fato de ser índio. 




 Finalizou dizendo  " temos que avançar na sociedade dita "civilizada"através de um caminho chamado Educação ".


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Iniciou hoje a III semana do índio promovido pela OAB

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26/04/2012    23:13


por, Sander Barbosa Pereira

A III semana do índio promovida pela OAB/MS teve na sua abertura a participação de representantes do poder Judiciário, lideranças indígenas, representantes das ONGs, Centro Social de Cultura Nativa - MS e Azul, as palestras do procurador da republica do MPF, Marco Antônio Delfino e de Marcos terena fundador da UNI, abordaram temas como a migração dos índios e a definição da ONU e a gama de direitos garantidos aos índios urbanos, além do tema da Rio+20 e povos indígenas    que irá acontecer este ano.




O procurador Marco Delfino destacou em sua palestra que a questão do índio urbano começa desde a sua migração para os pequenos e grandes centros, seja por processo de expulsão de suas terras ou pela busca de melhorias. enfatizou também o grande preconceito que o índio sofre na sua busca por direitos que pela lei são garantidos, o fato dele sair da aldeia jamais deixará de ser um indígena, cita por exemplos, outras raças que imigraram para o Brasil como o Italiano, Alemão e Japonês que jamais vão deixar de ser o que são. Não existe  a obrigação deles manterem contato com suas pátrias natal para dizerem que pertencem à aquele grupo e assim por diante e isso se aplica a questão indígena do nosso estado e do Brasil.




Marcos Terena falou de como começou esta questão da participação dos povos indígenas nestes megaeventos de porte internacional, falou do primeiro evento que foi a Eco-92 onde se discutiu a questão do meio ambiente mais profundamente como também a preocupação com a diminuição da emissão de gás poluentes atmosfera e a criação de Ocas na cidade do Rio de Janeiro e que  foram denominadas de Kári - oca.

Falou ainda da polêmica sobre os povos indígenas que estão vendendo crédito de carbonos para empresas estrangeiras e citou o povo munduruku como um dos que fecharam contrato com uma multinacional estrangeira.






A programação segue até o dia 28 de Abril, local: Museu de cultura indígena Dom Bosco no parque das nações indígenas nos altos da afonso pena.



Segundo MPF, governo ignora acordo para segurança pública nas aldeias

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26/04/2012    23:05

Documento determina instalação de bases de polícia comunitária nas aldeias de Dourados e Caarapó.

 Aline dos Santos

 O MPF (Ministério Publico Federal) denuncia a omissão do governo do Estado em cumprir acordo de cooperação técnica, firmado com a União, que prevê “ações de segurança pública com cidadania nas terras indígenas regularizadas”. 

O termo foi publicado no dia 5 de março no Diário Oficial da União. Para que seja efetivado, o acordo prevê a elaboração de um plano de trabalho, que irá guiar as ações específicas em cada comunidade. A Funai (Fundação Nacional do Índio) enviou o plano para a Sejusp (Secretaria de Justiça Segurança Pública) em 13 de fevereiro, mas até agora não houve resposta.

 O acordo estipula que as ações de segurança nas áreas indígenas serão realizadas pelas polícias civil e militar, mediante autorização da Funai. Serão realizadas ações de policiamento ostensivo e preventivo, além do estabelecimento de bases de polícia comunitária nas aldeias de Dourados e Caarapó. 

 Os policiais passarão por capacitação para atuar de forma diferenciada junto aos indígenas, com orientações sobre aspectos culturais e legais. A União se comprometeu a disponibilizar equipamentos e veículos. Conforme o Ministério Público, o governador André Puccinelli (PMDB) não respondeu ao questionamento quanto às responsabilidades assumidas no acordo com a União e que não foram cumpridas.

 Para o procurador Marco Antonio Delfino de Almeida, titular do ofício indígena no MPF em Dourados, “está sendo negado direito básico e constitucional ao cidadão indígena, numa clara atitude discriminatória por parte do governo estadual”. Atualmente, nas reservas indígenas do cone sul de Mato Grosso do Sul, é realizado apenas o atendimento emergencial pela Força Nacional ou pela Polícia Federal.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Colin Firth se une à campanha de proteção aos índios awás

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25/04/2012    15:30

EFE

 Tribo Awá é a 'mais ameaçada do mundo'.
 (Foto: Survival)



 O ator britânico Colin Firth se uniu a Survival International para lançar uma campanha solidária a favor da tribo indígena dos awás, cujo território está sendo drasticamente devastado pela ação dos madeireiros ilegais, criadores de gado e colonos, informou nesta quarta-feira a organização.

 Entre outros objetivos, a campanha visa a produção de um documentário com imagens inéditas desta isolada tribo da Amazônia brasileira, que, por sua vez, é muito reticente ao contato. Uma chamada do ator britânico e a música de Heitor Pereira, especialista em trilhas sonoras, também serão incluídas no curta-metragem. 

Além da produção do documentário, o site da organização também apresenta gráficos que ilustram toda a destruição na tribo dos awás. Segundo a Survival International, a situação é tão grave que alguns especialistas preferem usar termos como "genocídio" e "extinção". 



 Survival diz que tribo Awá vem perdendo território de todos os lado. (Foto: Survival) Em sua chamada, o ator Colin Firth, ganhador do Oscar por "O Discurso do Rei", assegura que os awás não só estão perdendo suas terras, mas também estão sendo assassinados. "Em outro momento da História, nós estaríamos presenciando outro povo sendo varrido da face da Terra, mas não vamos deixar que isto ocorra novamente", acrescenta. 

 Amerintxia é a mais velha dos Awá. 



Ela coleta sua própria comida e vive sozinha em um abrigo feito de folhas. (Foto: … O objetivo da campanha é persuadir o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, a tomar todas as medidas necessárias para contornar essa situação, como ordenar a expulsão dos madeireiros e criadores de gado e o controle para evitar que os mesmos retornem. 

 Colin Firth é ganhador do Oscar por "O Discurso do Rei". (Foto: Survival) 


Segundo a Survival Internacional, cerca de 360 indios awás já foram contatados, muitos deles "sobreviventes de massacres brutais", e 25% dessa população se encontra escondida na floresta em buscando de um refúgio "diante dessa constante destruição".

EDUARDO BARBOSA KAIOWÁ É HOMENAGEADO PELA CÂMARA MUNICIPAL DE CAMPO GRANDE/MS

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25/04/2012        01:13

por, Sander Barbosa Pereira

Neste mês em que se celebra o dia do Indío e com o objetivo de homenagear pessoas que lutam por um ideal de defesa da causa indígena de forma voluntária, dispondo de um  tempo para fortalecer o movimento, o senhor Eduardo Barbosa Kaiowá em mais de30 anos se dedicou a militar pelos caminhos tortuosos da questão indígena por Mato Grosso do Sul. 

Esteve em Brasilia onde lutou e debateu juntamente com diversas lideranças do Brasil às garantias dos artigos 231 e 232 na Constituição de1988.


Participou ativamente na construção e organização do movimento indígena em Mato Grosso do Sul, foi um dos fundadores do Conselho Estadual dos Direitos do Índio onde presidiu por 10 anos.

 Participou também   da criação do Conselho Municipal dos Direitos e defesa dos povos Indígenas de Campo Grande, Fundou a Ong  Indígena Centro Social de Cultura Nativa de Mato Grosso do Sul que tem o objetivo de manter à cultura indígena, religiosidade entre outros temas ligados à causa.

Atualmente coordena o Setorial Indígena do Partido dos Trabalhadores com o firme propósito de abrir espaços para o cidadão índio na busca de representatividade nos parlamentos Municipal, Estadual e Federal.

Busca também melhorias juntamente com as Bancadas municipal, estadual e federal do PT/MS, no sentido de suprir às necessidades das populações indígenas no que tange em: Habitação, Saude, Geração de rendas, mercado de trabalho e Educação escolar indígena.

Na vida profissional, foi funcionário do SPI - sistema de proteção ao índio criado por Marechal Rondon e posteriormente transformado em Fundação Nacional do Índio - FUNAI, hoje está aposentado pelo Ministério da Defesa, onde cumpriu sua missão durante 28 anos no Hospital Militar de Campo Grande - HGCG.

Uma homenagem justa a quem sempre se prontificou  a ajudar seu povo sem nada pedir em troca, para ele o mais importante é receber as palavras de carinho das lideranças indígenas como eles sempre dizem " Estamos com você sempre ".

Agradecimentos ao nobre vereador Alex do PT pela proposição de homenagem e ao presidente da câmara de Campo Grande Paulo Siufi (foto) pela entrega da homenagem

Povos Indígenas no Brasil: Mato Grosso do Sul

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