sábado, 28 de abril de 2012

No segundo dia da III semana do índio palestrantes se emocionam ao lembrar de momentos marcantes das lutas indígenas

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27/04/2012    23:49

por, Sander Barbosa Pereira

O segundo dia da III semana do índio promovido pela Copai/OAB/MS, foi marcado pela emoção nos discursos dos palestrantes ao se referirem aos indígenas e seus sofrimentos frente às violências a que são submetidos diariamente.

Em sua palestra a professora e doutora em história Vanderléa Paes mostrou um histórico da situação dos índios que moram nas áreas urbanas de Campo grande e do Chile e fez comparações destas duas realidades que se assemelham muito entre os temas como: Desemprego,moradias, educação, além de mostrar o censo demográfico do êxodo indígena para os grandes centros e apontar que são devido à problemas como: Falta de terra, levados pelos país, melhor qualidade de vida assim como outros.

Na sequência a palestrante  doutora Tatiana Ujacow  fez uma abordagem sobre os kaiowás da região de Dourados e suas condições consideradas desumanas aos olhos de uma sociedade que não os vêem ou seja vivem de forma invisível, falou das dificuldades que os índios enfrentam em dourados e da sua tristezas ao ver os indígenas revirando lixos na busca de um pedaço de pão ou outro alimento que possam levar para casa. 



Fez a leitura de um livro de sua autoria chamado de O direito ao pão novo. Neste livro ela destaca que o direito significa avanços e conquistas aos direitos ou seja ao novo, fortalecimento dos direitos difusos e coletivos amparados pelos artigos 231 e 232  da constituição federal de 88.



Doutora Samia Barbieri  em sua palestra focou em suas experiências com os índios urbanos de Campo Grande  e suas trajetórias na Copai/MS onde acompanha as denuncias de violações dos direitos indígenas. 






Citou o caso da indígena terena da aldeia cachoeirinha no município de Miranda/MS, onde o ônibus lotado de alunos sofreu um brutal ataque com o uso de coquetel molotove que explodiu e atingiu com maior gravidade a indigena Lurdisvone pires que veio a falecer meses depois na Santa casa de Campo grande.

Muito emocionada disse " aquele momento ficou marcado para sempre em minha memória"



Nos momentos finais onde se abriu para os debates o senhor Eduardo Kaiowá fez o uso da palavra para dizer do grande preconceito que os indígenas ainda sofrem no mercado de trabalho e relatou aos presentes que ele próprio foi vitima de preconceito quando buscava um emprego de contador numa empresa, não conseguiu o emprego pelo fato de ser índio. 




 Finalizou dizendo  " temos que avançar na sociedade dita "civilizada"através de um caminho chamado Educação ".


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