sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Projeto visa reflorestar aldeia indígena na fronteira de Mato Grosso do Sul



16/11/2012                     11:22

Site Capitanbado.com

Uma iniciativa empreendida por um jovem fronteiriço tem como finalidade mobilizar a sociedade para promover a recuperação vegetal de uma pequena aldeia indígena na fronteira com o Mato Grosso do Sul. 

 O projeto de reflorestamento da Aldeia Panambi é desenvolvido por Jackson Weaver, que está preparando mudas de arvores frutíferas num viveiro em sua propriedade localizada na área rural de Pedro Juan Caballero. Para isso ele conta com a ajuda de empresários que fazem doações para custear as despesas. 

“Já consegui o apoio da Câmara de Indústria e Comércio de Pedro Juan Caballero e de sete empresários. Eles financiam o projeto e ganham um selo destacando a iniciativa de apoiar o meio ambiente”, explica Weaver, destacando o grande alcance social do projeto.

 Jackson disse que o viveiro de mudas prioriza as espécies nativas da região com destaque para as árvores frutíferas como amora, ceriguela, acerola, manga, jabuticaba. “São árvores que crescem rápido e, além de oferecer sombra dão alimentos fundamentais para manter os indígenas na aldeia. 

Vamos plantar mudas de cedro para proteger as arvores frutíferas. Também queremos plantar um capim especial para a criação de pequenos animais e combater a erosão na aldeia”. A Aldeia Panambi.i, possui cerca de um hectare e está localizada há 17 quilômetros de Pedro Juan Caballero e possui uma população de cerca de 60 famílias guaranis. 

 Além de reflorestar produzindo alimentos, o projeto visa proporcionar matéria prima para que os indígenas possam produzir artesanato, constituindo-se em outra fonte de renda: “é fundamental que os indígenas tenham condições de produzir alimentos e também produtos que geram renda. desta forma eles vão se fixar na aldeia, deixando de ir morar na periferia das cidades da fronteira, vivendo em condições desumanas”, afirmou Jackson. 

 O local de produção das mudas é o Parque Ecológico Sol y Luna, localizado na região de Chiriguelo, na Ruta V, quilômetro 19. 

A previsão é de que sejam produzidas mil mudas de arvores por mês. Além das doações em dinheiro, Jackson também destaca as doações de sementes. “De preferência de arvores frutíferas porque o alimento é o que mais faz falta na aldeia. 

Tendo comida e podendo produzir o artesanato, as famílias indígenas estarão mais fixadas à terra, desfrutando de mais qualidade de vida”.

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