segunda-feira, 1 de julho de 2013

PF começa a preparar operação e índios mantêm intenção de resistir a despejo


01/07/2013        19:28  


Edivaldo Bitencourt e Tatiana Lemes

A Polícia Federal começou a organizar a operação para retirar os índios Terena da Fazenda Esperança no Distrito de Taunay, em Aquidauana, a 130 quilômetros de Campo Grande. 

Pode ocorrer novo confronto entre os policiais e os índios, já que eles ameaçam resistir à desocupação. 
A reintegração de posse foi determinada pelo juiz federal Renato Toniasso.

O prazo para a desocupação venceu no dia 27 deste mês (quinta-feira). 

Na quinta-feira mesmo, os donos da área requereram força policial para desocupar a área. O pedido foi formulado pelo Niuton Ribeiro Chaves Junior. Hoje, a assessoria de imprensa da PF confirmou que a corporação está organizando a operação de despejo.

A Cicgoe (Companhia de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais), como ocorreu em Sidrolândia, deverá reforçar a operação de despejo. A Força Nacional, que enviou 110 homens para a área de conflito em Sidrolândia, também deve reforçar a operação de desocupação. 

Na semana passada, os índios se reuniram com os representantes das tropas federais e voltaram a alertar que pretendem resistir a eventual desocupação. A primeira desocupação terminou em tragédia no dia 30 de maio deste ano, quando o índio Oziel Gabriel, de 32 anos, morreu após ser baleado em confronto com os policiais.

A PF abriu inquérito para descobrir de onde saiu o tiro que matou o indígena, se foi de uma arma da Polícia Militar ou da Polícia Federal. A morte do índio teve repercussão internacional e obrigou até a presidente Dilma Rousseff (PT) anunciar que resolver o conflito agrário no Estado é a principal prioridade do seu Governo.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) criou uma comissão para estudar uma solução. Eles discutem duas propostas: comprar terras para ampliar as reservas indígenas ou encontrar uma solução pra todas as etnias, incluindo-se os guaranis na região sul do Estado. 

A Funai (Fundação Nacional do Índio), juntamente com o Ministério Público Federal, já recorreram da decisão, mas não há julgamento do recurso contra o despejo.

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