sábado, 19 de novembro de 2011

Após ataque, líder de acampamento indígena está desaparecido, diz Funai

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Atualizado em 19/11/2011 10h36

Polícia Federal abriu inquérito para apurar o caso. Local teria sido atacado por pistoleiros armados na sexta-feira (18).

Do G1 MS com informações da TV Morena

Adolescente de 14 anos foi atingido durante ataque, diz Funai (Foto: Divulgação/MPF)


 Adolescente de 14 anos foi atingido durante ataque, diz Funai (Foto: Divulgação/MPF) 

O cacique de um acampamento indígena da etnia guaraní-kaiwá permanece desaparecido após o ataque de um grupo de pistoleiros, que teria ocorrido na manhã de sexta-feira (18), em uma fazenda entre os municípios de Aral Moreira e Amambai, na faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai. 

A informação é do coordenador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), Sílvio Raimundo. A Polícia Federal abriu inquérito para apurar o caso. Os indígenas relataram que cerca de 40 homens armados e encapuzados chegaram ao acampamento Guaviry, que fica às margens da rodovia MS-386. 

O grupo teria feito disparos com balas de borracha. Um adolescente de 14 anos tentou escapar, mas acabou atingido. De acordo com os índios, eles estavam rezando quando ocorreu o atentado. saiba mais Entenda o conflito entre indígenas e produtores rurais no sul de MS Polícia investiga ataque contra índios em acampamento no sul de MS.

 A perícia policial colheu fragmentos de munição e vestígios de sangue no acampamento. Exames devem apontar se as amostras são de material humano. Os acampados relatam ainda que o líder deles teria sido morto com um tiro no pescoço, e que o corpo teria sido colocado em uma caminhonete. 

Local onde fica o acampamento indígena alvo de suposto ataque (Foto: Arte/G1)

 Local onde fica o acampamento indígena alvo de suposto ataque (Foto: Arte/G1) 


Raimundo disse ao G1 que ainda não é possível confirmar outros desaparecimentos. "Há relatos de que uma criança e uma mulher estariam desaparecidas, mas ainda não se pode confirmar porque a maioria dos índios fugiu para a mata", afirmou. 

Membros da Força Nacional e um representante do Ministério Público Federal estiveram no local para verificar a situação. A Funai informou que uma das fazendas da região, com pouco mais de 200 hectares, está em processo de estudo antropológico.

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